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Grandes seleções da Copa do Mundo de 1994

Brasil e Romênia, pelo lado positivo, e Argentina e Colômbia, pelo negativo, marcaram aquela edição do Mundial

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

A Copa do Mundo de 1994 teve partidas e um futebol melhores que as do campeonato anterior, bem como equipes novas que foram surpresas e outras "tradicionais" que decepcionaram. O pragmático Brasil campeão, a Nigéria que foi às quartas de final e a Romênia se destacaram bem no Mundial. Já as sul-americanas Argentina, de um problemático Maradona, e Colômbia, de resultados ruins e um erro fatal, marcaram de forma ruim a competição disputada em solo norte-americano.

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BRASIL

Com um time sólido na marcação e fortalecido por uma dupla de ataque mortal, formada por Bebeto e Romário, a seleção superou a desconfiança e ganhou corpo na briga pelo título. Vale lembrar que Brasil só se classificou no último jogo, com a histórica vitória de 2 a 0 sobre o Uruguai no Maracanã - dois gols de Romário. Teve grandes momentos, como a vitória de 3 a 2 sobre a Holanda nas quartas de final e a batalha final nos pênaltis contra a Itália.

Mesmo sem futebol-arte, a seleção de 1994 conquistou o primeiro título depois da geração de Pelé. Uma taça que tirou a seleção brasileira de uma fila de 24 anos. Uma fila dolorosa para pelo menos uma geração de brasileiros que tinha visto heróis do futebol-arte ficarem pelo caminho, como os de 1982 e 1986. 

COLÔMBIA

A grande decepção da Copa foi a Colômbia. Credenciada por uma implacável goleada contra a Argentina por 5 a 0, pelas eliminatórias, em Buenos Aires, os colombianos chegaram aos EUA como favoritos. Mas foram derrotados na estreia pela Romênia por 3 a 1 e perderam o rumo. No jogo seguinte, os colombianos perderam para os anfitriões por 2 a 1. A solitária vitória sobre a Suíça por 2 a 0 só valeu para cumprir tabela. O maior drama da Copa aconteceu no retorno dos colombianos ao seu país. O zagueiro Andrés Escobar, autor do único gol contra no torneio, foi assassinado por um apostador que era membro do Cartel de Medellín.

ARGENTINA

A Argentina, que tinha Gabriel Batistuta, Diego Simeone, Claudio Caniggia, Fernando Redondo e Ariel Ortega, caiu prematuramente nas oitavas de final, diante da Romênia de Gheorghe Hagi por 3 a 2. O escândalo de doping do ídolo Maradona foi decisivo para o desequilíbrio do time portenho. Na ocasião, ele foi retirado do jogo contra a Grécia por uma enfermeira ao ser flagrado com cinco substancias proibidas utilizadas para a partida contra a Nigéria, ainda na fase de grupos.

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