Paulo Pinto/Estadão
Paulo Pinto/Estadão

Grandes seleções da Copa do Mundo de 2002

Brasil campeão e 100%, Alemanha vice, e ótima geração da Inglaterra se destacaram no Mundial da Ásia

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

A Copa do Mundo de 2002 ficou marcada por ser a primeira disputada no continente asiático. No entanto, trazia grande expectativa por reunir grandes craques do futebol europeu, que viveram grandes fases nos quatro anos anteriores. Brasil, de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho; Inglaterra, de Beckham e cia., e Alemanha de Kahn e Ballack apareceram em meio a outros craques que não brilharam por lesões ou problemas físicos.

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ALEMANHA

A Copa de 2002 não foi pródiga em grandes seleções. A Alemanha foi uma das exceções. Tinha uma geração que já estava em seu final, um pouco desacreditada, mas com muita vontade de mostrar que poderia levar a seleção longe. Assim foi. Com um goleiro que estava entre os melhores do mundo, Oliver Kahn, um líder técnico, Ballack, um atacante goleador, Bierhoff, e jogadores experientes como Jeremies e Asamoah, o técnico Rudi Voeller conseguiu montar uma equipe forte. Mesmo porque de quebra ele contava com um jovem centroavante, Klose, que desandou a fazer gols.

A Alemanha fez ótima primeira fase, com um ataque demolidor (11 gols em três jogos). A partir das oitavas, os gols minguaram. Mas a solidez defensiva do time ajudou nas vitórias por 1 a 0 sobre Paraguai, Estados Unidos e Coreia do Sul. Na decisão, a Alemanha jogou de igual para igual com o Brasil. Teve até chances de sair na frente no placar. Mas acabou sucumbindo diante de Rivaldo, Ronaldo e cia.

BRASIL

A seleção brasileira não perdeu nenhuma partida na Copa do Mundo de 2002, e se já era a única tetracampeã da história dos Mundiais, tornou-se a primeira pentacampeã no campeonato disputado conjuntamente na Coreia do Sul e no Japão. Curiosamente, o primeiro e o penúltimo jogos da campanha foram dos mais difíceis para o time do técnico Luiz Felipe Scolari, ambos contra a Turquia - vitórias por 2 a 1 e 1 a 0, respectivamente.

Goleadas sobre a China por 4 a 0, e Costa Rica por 5 a 2, na fase de grupos, além de vitórias sobre a Bélgica por 2 a 0 e a Inglaterra por 2 a 1 deram confiança ao time que enfrentaria a Alemanha em Yokohama. Uma nova vitória por 2 a 0, com grandes atuações de Ronaldo, Rivaldo, Kleberson e o goleiro Marcos permitiram que Cafu eternizasse o ato de levantar a taça subindo no púlpito e declarando o título à esposa, Regina.

INGLATERRA

A Inglaterra foi campeã do mundo na Copa que sediou, em 1966, e depois nunca mais chegou sequer perto da taça. O máximo que fez foi ir até as quartas de final. Isso ocorreu, por exemplo, em 2002, quando foi eliminada pelo Brasil. No entanto, os jogadores que representaram o país naquele Mundial formaram de fato um grande time.

O técnico era um estrangeiro, o sueco Sven-Goran Eriksson. Ele propôs ao time praticar um futebol de toque de bola e velocidade, deixando de lado a simplicidade, e a pouca eficiência, do jogo áereo ofensivo. Para isso, montou o grupo com jogadores habilidosos como os meias Beckham e Paul Scholes, o atacante Owen, além de defensores seguros como Campbell, Ashley Cole e Rio Ferdinand, entre outros.

Na Copa, o time conseguiu boas vitórias contra Argentina e Dinamarca e manteve-se invicto até enfrentar o Brasil, quando perdeu de virada, Mas fez um bom jogo e, no resumo final, deixou a Copa com saldo positivo.

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