Alex Grimm/Reuters
Alex Grimm/Reuters

Grandes seleções da Copa do Mundo de 2006

Campeã Itália, França, de Zidane, e Portugal, de Luiz Felipe Scolari, se destacaram na Alemanha

Renan Cacioli, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

As seleções da Itália, Portugal e França se destacaram na Copa do Mundo da Alemanha. A equipe dirigida pelo técnico Marcelo Lippi não tinha nenhuma estrela, mas apoiado em um sólido sistema defensivo – que coroaria, posteriormente, o zagueiro Cannavaro com o prêmio de melhor jogador do mundo - superou todos os adversários, inclusive os franceses, que se destacam por deixar o Brasil, um dos favoritos para trás. Após perder o título da Eurocopa em casa em 2004, Portugal, de Felipão, fez uma bela campanha e caiu apenas na semifinal.

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ITÁLIA

Longe de ser apontada como favorita nas bolsas de apostas, a Azzurra não possuía nenhum "alienígena", um jogador capaz de desequilibrar, como Baggio fizera em 1994, no time. Havia excelentes nomes, a exemplo de Pirlo, Totti e Del Piero. Mas o forte do time dirigido por Marcelo Lippi estava mesmo na retaguarda, das intervenções milagrosas do goleiro Buffon à precisão nos desarmes de Fabio Cannavaro e compania. Não ajudou a criar muita empolgação em torno dos italianos a campanha até a semifinal, sem que tivessem sido testados por um grande rival. Na fase de grupos, a Itália ganhou de Gana, empatou com os Estados Unidos e venceu a República Tcheca. Nas oitavas e quartas, também nada de bicho-papão pelo caminho: Austrália e Ucrânia. Duas vitórias, apesar de o 1 a 0 contra os "cangurus" ter sido decidido em um pênalti cobrado por Rossi no finalzinho da partida. A semifinal, sim, mostrou que os então tricampeões mundiais poderiam buscar o tetra. Triunfo por 2 a 0 sobre os anfitriões alemães. E a taça, encerrando um jejum de 24 anos, veio em grande estilo, na revanche contra a França - algoz italiana no Mundial de 1998 e na Euro de 2000. No futebol, jamais duvide da Azzurra!

PORTUGAL

Liderados por Luiz Felipe Scolari, que havia sido campeão com o Brasil, na Ásia, quatro anos antes, os gajos fizeam bonito na Alemanha e só pararam na decisão pelo terceiro lugar, quando perderam para os donos da casa por 3 a 1. Não repetiram a melhor campanha portuguesa em Mundiais - foram terceiros em 1966 -, mas protagonizaram grandes momentos, como a batalha diante da Holanda, nas oitavas de final, vencida por 1 a 0, naquela que é a partida mais violenta da história das Copas: foram mostrados 16 cartões amarelos e quatro vermelhos. Depois, nas quartas, Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney, então colegas de time no Manchester United, estranharam-se quando o então garoto de 21 anos pediu ao juiz que expulsasse o inglês por pisar no zagueiro Ricardo Carvalho - o que acabaria acontecendo, provocando a fúria dos ingleses. Após o 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, Portugal levou a melhor nos pênaltis: 3 a 1. Na volta para casa, a seleção de Felipão foi recebida com festa pela excelente campanha.

FRANÇA

Depois do vexame de 2002, quando a então campeã mundial não passou da primeira fase, a França levou à Alemanha grandes estrelas, como Zidane, Henry, Vieira e Thuram, mas toda a desconfiança gerada pela trajetória da Copa anterior. Não contribuíram muito as primeiras exibições, quando os empates com Suíça e Coreia do Sul e a vitória modesta pela ainda mais modesta seleção de Togo (2 a 0) faziam crer que o fôlego daquele grupo havia chegado ao fim. Eliminar Espanha, Brasil e Portugal nos mata-matas, porém, credenciaram os Bleus a disputarem a final contra a Itália na condição de favoritos. Por mais que a despedida tenha sido com ares melancólicos da cabeçada de Zidane em Materazzi, o craque francês ainda acabou eleito o melhor jogador do Mundial, à frente, inclusive, de dois italianos (Cannavaro e Pirlo).

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