Daniel Ochoa de Olza/AP
Daniel Ochoa de Olza/AP

Grandes seleções da Copa do Mundo de 2010

Campeã Espanha, Alemanha que brilharia quatro anos depois e Uruguai foram os destaques na África do Sul

Glauco de Pierri, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

As seleções de Espanha, Alemanha e Uruguai foram as que mais chamaram a atenção durante a competição na África do Sul. Campeões apresentando um futebol vistoso, de muita troca de passes, os espanhóis tiveram que passar na semifinal pelos alemães, lembrados por sua equipe jovem e de contra-ataque mortal. Outro time que se destacou foi a seleção uruguaia, que lutou muito para chegar ao quarto lugar na classificação final.

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ESPANHA

O time de Vicente Del Bosque praticava o melhor futebol da época. O time havia conquistado a Eurocopa de 2008 com uma vitória em cima da Alemanha por 1 a 0 e começou a Copa com uma inesperada derrota para a Suíça. Contudo, o time não se desesperou com o resultado, venceu Honduras e Chile sem maiores dificuldades e avançou para as fases eliminatórias, onde com um futebol muito consistente, de intensas trocas de passe e com muita posse de bola conseguiu chegar até o título da Copa da África do Sul.

ALEMANHA

Depois da decepção de perder a semifinal para a Itália, em casa, na Copa de 2006, a Alemanha apostou no começo de uma reformulação de seu futebol. Para isso, a aposta foi no técnico Joachin Löw, que mais uma vez levou o time a ficar entre os quatro melhores de uma competição importante. No mundial sul-africano, os alemães encantaram com um futebol ofensivo e cheio de alternativas, com jogadores jovens e de muito talento, como Müller (a revelação do torneio), Podolski, Neuer, Schweinsteiger, Khedira, Kroos e Özil.

URUGUAI

Depois de 40 anos longe dos grandes momentos das Copas do Mundo, o Uruguai voltou a aparecer com força em 2010. A seleção, conhecida como ‘Celeste Olímpica’ e bicampeã mundial em 1930 e 1950. Com o técnico Óscar Tabárez no comando, e três  jogadores experientes no elenco – Diego Lugano, Diego Pérez e Diego Forlán – o time apostou nos jovens jogadores e foi longe no mundial. Com as entradas do zagueiro Godín e com ótimas participações dos atacantes Luis Suárez e Edinson Cavani. A equipe começou a Copa com um empate sem gols com a França e depois emendou três vitórias – contra África do Sul (3 a 0) e México (1 a 0) na primeira fase; e contra a Coreia do Sul (2 a 1) nas oitavas de final. Nas quartas de final, o empate dramático em 1 a 1 com Gana e a vitória nos pênaltis por 4 a 2; e a decepção das semifinais e da disputa pelo 3.º lugar, com duas derrotas por 3 a 2 para Holanda e Alemanha, respectivamente. A equipe terminou na honrosa 4.ª colocação e foi recebida com muita festa pelos seus torcedores em Montevidéu.

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