Grato ao Palmeiras, Alan Kardec festeja 'nova casa' tricolor

Atacante diz que pode jogar em várias posições e mostra ansiedade para entrar em campo

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2014 | 12h57

SÃO PAULO - O atacante Alan Kardec foi apresentado pelo São Paulo nesta terça-feira no CT da Barra Funda. Ele admitiu que sua transferência acabou virando uma novela, mas quer colocar um fim nos debates sobre sua saída do Palmeiras e só pensa em olhar para o futuro.

"Realmente acabou se tornando uma novela. Desde o começo eu dizia que poderia ser um pouco desgastante, falavam que o jogador não aceitava isso ou aquilo, mas foi uma coisa de grande repercussão que aconteceu e ficou no passado. Tenho de olhar para a frente e reconhecer tudo aquilo que me proporcionaram, fico feliz pela oportunidade que tive no Palmeiras, mas ficou para trás. Estou feliz de chegar a uma nova casa e quero dar continuidade ao trabalho vitorioso", disse.

Ele revela que sente mais pela torcida palmeirense, mas dá a entender que não gostou da postura da diretoria alviverde. "No final da história, alguém terá de ser o culpado. Voltaram atrás em mais de uma oferta, falavam que não podiam pagar X a mais, mas depois falavam que cobriam tudo. Uma palavra representa muito mais que um papel assinado. Claro que tem aperto no coração, pelo clube e torcedores, mas quando nos comprometemos com o São Paulo, não tinha mais volta."

Querendo olhar para frente, o jogador assinou um vínculo de cinco anos e se mostra ansioso para entrar em campo pelo São Paulo. "Receber uma proposta do São Paulo valoriza o seu trabalho, é um reconhecimento. Fiquei muito feliz. Se olhar para o elenco do São Paulo, percebe-se que temos condições de lutar por grandes títulos. Acredito no meu potencial e acho que chego para somar. Gosto de jogar em várias posições, pelo lado ou vindo por trás, e vai seguir a tradição, pois São Paulo é uma equipe que sempre disputa títulos", afirmou.

Ele vestirá a camisa 14, a mesma que já foi utilizada pelo atacante Aloísio Chulapa, que defendeu o São Paulo de 2005 a 2008. Ele confessa que escolheu o número da camisa inspirado no francês Thierry Henry, que usava o uniforme com o número 14 nas costas.

"Quando era mais jovem, em 2003 e 2004, acompanhava sempre o futebol europeu e assistia aos jogos do Arsenal. Aquele time era muito bom e o Henry era a grande estrela", conta. Antes, o zagueiro Edson Silva usava o número 14, mas acabou aceitando a troca. "Agradecemos ao Edson Silva, que cedeu esse número", explicou Carlos Miguel Aidar, presidente do clube.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.