Gregos lamentam derrota, mas reforçam discurso político

"A Grécia é um time curioso. Eles criam uma chance e fazem dois gols." A frase, dita depois da vitória alemã sobre os gregos, por 4 a 2, nesta sexta-feira, é do técnico da Alemanha, Joachim Löw, e resume a forma de atuar da equipe grega. Mesmo assim, os derrotados deixaram a Eurocopa reclamando da sorte.

AE, Agência Estado

22 de junho de 2012 | 20h35

"Nós marcamos dois gols. Nós fizemos o que podíamos. Talvez nós pudéssemos ter sido um pouco mais cuidadosos, mas nós lutamos muito, lutamos por toda a Grécia", comentou o defensor Sokratis Papastathopoulos, em clara referência ao momento político e econômico do seu país - a economia grega passa por graves problemas e boa parte da população critica as medidas de austeridade exigidas pelos demais países da Zona do Euro, liderados exatamente pela Alemanha.

O mesmo discurso foi adotado pelo atacante Dimitris Salpigidis. "Quando nós sofremos o segundo gol, nós tivemos que nos abrir e isso nos custou muito. Mas eu espero que a Grécia ganhe coragem depois de nos assistir lutando."

Já o técnico Fernando Santos exaltou a atuação alemã, que "não deixou o nosso time respirar". "O primeiro gol criou muitas dificuldades para nós, apesar do nosso bom esforço defensivo", lembrou.

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