Grêmio aposta em Gilberto na meia

O Grêmio começa o Campeonato Brasileiro deste ano em crise. O time é o mesmo que chegou em terceiro em 2002, reforçado pelo centroavante Christian. Nesta condição, deveria estar embalado e sonhando com o título. Mas um início de temporada frustrante, com eliminação precoce do campeonato gaúcho e apenas duas pífias vitórias na Copa Libertadores da América reduziram a confiança da torcida. Depois de dois anos usando o esquema 3-5-2, o técnico Tite anunciou nesta semana a volta ao tradicional 4-4-2 para tentar reencontrar o caminho da vitória e permanecer no cargo. A novidade será testada na estréia, contra o Atlético-PR, neste sábado. A maior aposta de Tite é num jogador que já estava no Olímpico. O ala-esquerdo Gilberto vai virar armador e terá a missão de dar ao meio-campo do time a cadência e a criatividade que andam faltando. Outros jogadores já fizeram a mesma troca com sucesso. São os casos de Júnior (Flamengo/Seleção Brasileira/Torino), Leonardo (Flamengo/Seleção Brasileira/Valência/Milan) e Zé Roberto (Portuguesa/Seleção Brasileira/Bayern de Munique). Gilberto, no entanto, não demonstra grande convicção. "Estou disposto a ajudar, mas se não der certo quero voltar à lateral", adianta. A presença de Gilberto no quadrado do meio-campo também muda o posicionamento de Rodrigo Fabri. O artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2002 vai continuar ligando o setor com o ataque, mas deve aparecer mais no meio da área do que no flanco esquerdo, como costumava fazer. A presença de Christian no ataque deve facilitar a vida dos armadores. No ano passado o Grêmio sofria sem ter um jogador capaz de fazer parede para a chegada dos meio-campistas e de reter a bola no ataque. As modificações do meio para a frente têm ainda o objetivo de confundir os adversários. Sem muitas variações de jogadas, o time tornou-se previsível e acabou sendo facilmente controlado até por equipes de menor tradição internacional, como o Pumas e o Bolívar, na Libertadores. Enquanto o ataque depende de testes para provar que é eficiente, a defesa depende de uma contratação para virar confiável. Com dois zagueiros, um líbero e dois alas, o time cansou de tomar gols nos últimos minutos dos jogos deste ano. Adriano é uma esperança, mas fraturou a perna no jogo contra o Peñarol, em Montevidéu, e só volta no segundo semestre. A área segue resguardada por Ânderson Polga e Claudiomiro. Mas faltam os reservas necessários a um campeonato longo como o Brasileiro. Time-base: Danrlei; Anderson Lima, Ânderson Polga, Claudiomiro e Roger; Amaral, Tinga, Rodrigo Fabri e Gilberto; Luís Mário e Christian.

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