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Grêmio critica posição dos Bombeiros sobre Arena e abandona reunião

Clube defende colocação de barras 'guarda-corpos' na 'geral', já corporação exige cadeiras

AE, Agência Estado

19 de março de 2013 | 17h28

PORTO ALEGRE - O Grêmio, a administradora da Arena Grêmio e diversas autoridades esperavam chegar nesta terça-feira a um consenso sobre o futuro da "geral" do estádio, onde fica a torcida que realizava a avalanche. Mas o clube decidiu abandonar a reunião realizada nesta tarde na sede do Ministério Público, em Porto Alegre, reclamando da postura do representante do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o vice-presidente Nestor Hein, que representava o clube, ele não concordou com o posicionamento dos Bombeiros, que exigem a colocação de cadeiras no setor destinado à geral. "O nosso interesse é proteger o torcedor. Queremos um setor com segurança, ao mesmo tempo em que o torcedor possa acompanhar aos jogos do Grêmio de pé e que o estádio mantenha a certificação da Fifa."

A alegação do clube é que a solução sugerida pelo Grêmio, de colocação de barras chamadas de "guarda-corpos", como as que foram instaladas no Estádio Independência, em Belo Horizonte, bastaria para impedir a avalanche. Os Bombeiros, porém, exigem cadeiras. A diretoria alega que outros estádios gaúchos têm alvará de funcionamento mesmo sem esses assentos.

Ainda segundo o Grêmio, o representante dos Bombeiros teria desrespeitado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), formalizado em reunião ocorrida em fevereiro. Apesar da saída de Hein da reunião, ela seguiu com a participação de representantes da OAS, da Arena Grêmio, da prefeitura, dos Bombeiros e procuradores do Ministério Público.

O setor polêmico está fechado desde o segundo jogo do Grêmio na Arena, em 30 de janeiro. Na ocasião, a grade de proteção caiu depois que os torcedores se acumularam contra ela para comemorar um gol. Desde então a geral está fechada à espera da decisão sobre seu futuro. Dessa decisão depende a concessão de um Habite-se definitivo para o estádio.

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