Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio defende enorme vantagem para voltar à final da Libertadores após dez anos

Equipe brasileira derrotou o Barcelona de Guayaquil no primeiro jogo das semifinais por 3 a 0

Estadão Conteúdo

01 Novembro 2017 | 07h06

A vantagem construída pelo Grêmio sobre o Barcelona de Guayaquil no primeiro jogo das semifinais da Copa Libertadores é enorme - o time venceu o jogo no Equador por 3 a 0 -, mas a equipe brasileira quer evitar a soberba na partida de volta, marcada para esta quarta-feira, às 21h45 (horário de Brasília), para voltar a decidir uma edição do torneio continental depois de dez anos - em 2007, perdeu a final para o Boca Juniors.

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A Arena Grêmio deverá receber o maior público de sua história - todos os ingressos foram vendidos e a expectativa é de que 54 mil pessoas estejam no estádio. Para essa partida, o lateral-direito Edilson não quer ver o time dando brechas para o rival.

"Acho que o contra-ataque deles é fortíssimo. É um time de muita velocidade, temos que tentar neutralizar na Arena. Uma equipe joga melhor fora de casa que em casa. Não podemos dar jogo para eles. Temos que dominar de novo, fazer com que a gente envolva o time deles com toque de bola, como foi em Guayaquil. E fazer um grande jogo e classificar para a final", analisou o gremista, que foi um dos principais destaques no duelo de ida, no Equador, onde fez um gol de falta e ainda deu assistência para Luan balançar as redes.

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Apesar do mistério, o técnico Renato Gaúcho deverá mandar a campo a mesma equipe que começou o jogo de ida. O mistério está no meio de campo. O volante Jaílson foi titular na partida de ida, em Guayaquil, mas o dono da posição, Michel, se recuperou de lesão, vem treinando normalmente e pode reconquistar a vaga. De resto, o time tricolor será o mesmo que venceu o Barcelona por 3 a 0 no Equador.

A larga vantagem gremista, aliás, foi o principal assunto da entrevista coletiva dada por Renato após o treino. E o comandante garantiu que não vê o Grêmio já classificado para a final da Libertadores, mesmo podendo perder por até dois gols de diferença diante de sua torcida.

"Podem achar que é da boca para fora, mas, se o Grêmio fez 3 a 0 lá, o Barcelona tem condições de fazer o mesmo aqui. Não estou deixando esse 'oba-oba' chegar no vestiário. Muita gente no Brasil falou que o Grêmio já estava na final. Eu discordo totalmente, não gostei deste comentário. O Barcelona tem nosso respeito, mostrou força contra Palmeiras e Santos. Temos uma boa vantagem, isso é um fato, mas não vamos entrar em campo com o regulamento debaixo do braço", garantiu, em entrevista coletiva no final da tarde desta terça-feira.

PROBLEMA AÉREO

Além de ter de golear o Grêmio para ir à final, o Barcelona de Guayaquil precisou superar outro problema para a partida - o deslocamento do Equador até Porto Alegre.

A equipe fretou um avião para dar maior conforto aos jogadores, mas a aeronave decolou atrasada e por problemas de documentação ficou dois dias presa em território boliviano - foi preciso um avião do exército equatoriano ‘resgatar’ os atletas para a chegada ao Brasil.

Diante dos quase dois dias que passaram presos em Santa Cruz de la Sierra, os jogadores do Barcelona treinaram nesta terça-feira no estádio do Blooming, com portões fechados. Depois, finalmente embarcaram para o Brasil e chegaria a Porto Alegre somente na madrugada de terça para quarta.

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