Grêmio leva virada na Venezuela e volta a embolar grupo

O Grêmio desperdiçou na noite desta terça-feira uma grande chance de encaminhar sua classificação às oitavas de final da Copa Libertadores. Jogando na Venezuela, o time brasileiro saiu na frente contra o mesmo Caracas que goleara na rodada passada, mas não segurou a vantagem e levou a virada no segundo tempo. Se tivesse vencido, teria alcançado a liderança isolada do Grupo 8.

FELIPE ROSA MENDES, Agência Estado

13 de março de 2013 | 10h17

Com a derrota por 2 a 1, a equipe gaúcha voltou a embolar a equilibrada chave. Permaneceu na segunda posição, com os mesmos 6 pontos do Caracas - teria sido praticamente eliminado em caso de derrota. A liderança segue com o Fluminense, com 7 pontos. O Huachipato soma quatro pontos e é o quarto e último colocado.

Em busca da liderança, Luxemburgo escalou a mesma equipe que venceu o próprio Caracas, semana passada, e o Fluminense, na rodada anterior. Mas, desta vez, não obteve o mesmo sucesso. O Grêmio esteve abaixo do esperado. Não mostrou a mesma velocidade e entrosamento do jogo passado, criou pouco e ainda desperdiçou as eventuais chances no segundo tempo, além de ter sofrido com o péssimo estado do gramado do Estádio Olímpico de Caracas.

Para o próximo jogo, o treinador não poderá contar com Elano, suspenso por ter levado o terceiro cartão amarelo nesta terça. O meia ficará fora da decisiva partida contra o Fluminense que deve definir a situação do grupo, no dia 10 de abril, em Porto Alegre. Antes disso, o time gaúcho fará sua estreia no segundo turno do Estadual no próximo sábado, contra o Lajeadense, também diante de sua torcida.

O JOGO - No primeiro evento esportivo realizado na Venezuela desde a morte do presidente Hugo Chávez, na semana passada, o Caracas pareceu entrar em campo motivado pelo clima de comoção nacional que ainda domina o país. E tratou de pressionar o time brasileiro nos instantes iniciais. Farias já dava seu primeiro chute a gol, assustando Dida, aos 15 segundos de jogo.

Mais tímido, o Grêmio demorou um pouco mais para engrenar no esburacado gramado venezuelano. Aos 8, Barcos criou a primeira chance dos visitantes ao bater com perigo, à esquerda do gol de Baroja.

Aos poucos, o time brasileiro passou a controlar alguns setores do campo e acabou chegando ao gol em uma falha de marcação dos anfitriões. Aos 16, Elano estava livre dentro da área quando escorou cruzamento, de cabeça, sem nem precisar subir para concluir em gol.

O Grêmio era melhor em campo e parecia encaminhar a vantagem no placar no primeiro tempo. Até que Otero cobrou falta da direita, a bola bateu na barreira e voltou nos pés de Peña. O meia encheu o pé da entrada da área e acertou o canto direito de Dida.

Depois do empate, os dois times voltaram mais lentos para o segundo tempo. Menos movimentada, a etapa teve momentos sonolentos nos minutos iniciais. E foi o Grêmio a criar a primeira boa jogada, com Zé Roberto, aos 6. Barcos também teve sua chance aos 18, em cabeçada perigosa, para fora.

Mais recuado, o Caracas fazia raras tentativas no ataque. Dida pouco trabalhou na primeira metade da etapa. Contudo, os venezuelanos surpreenderam aos 21. Após erro na saída de bola do Grêmio, Cure escapou pela esquerda e cruzou rasteiro para Farías só completar para as redes. Era a virada dos anfitriões.

A reação do Caracas abalou a confiança do Grêmio. Nervosos, os brasileiros começavam a acumular erros, principalmente no ataque. Barcos e Willian José, que entrara no lugar de Vargas, desperdiçaram boas chances por causa de falhas bobas no momento da finalização. Sem a mesma velocidade e as hábeis trocas de bola da última partida, o Grêmio acabou sucumbindo diante do Caracas, uma semana depois de aplicar 4 a 1 neste mesmo time.

FICHA TÉCNICA:

CARACAS-VEN 2 x 1 GRÊMIO

CARACAS - Alaín Baroja; Amaral, Edwin Peraza, Andrés Sánchez e Carabalí; Édgar Jiménez (Quijada), Juan Guerra, Rómulo Otero e Peña (Vivas); Farías e Dany Cure (Febles). Técnico: Ceferino Bencomo.

GRÊMIO - Dida; Pará, Cris, Werley e André Santos; Fernando (Welliton), Souza, Elano (Marco Antônio) e Zé Roberto; Vargas (Willian José) e Barcos. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

GOLS - Elano, aos 16, e Peña, aos 46 minutos do primeiro tempo. Farías, aos 21 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Peña, Vargas, Elano, Guerra, Amaral, Werley, Otero.

ÁRBITRO - Oscar Maldonado (Bolívia).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Olímpico, em Caracas (Venezuela).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.