Grêmio mantém Adílson e muda cultura

Salvo do rebaixamento com a vitória por 3 a 0 sobre o Corinthians na última rodada do campeonato brasileiro, o Grêmio aprendeu a dura lição de que precisa mudar de cultura para voltar a ser um time de ponta. Planejamento a longo prazo para garantir regularidade nos resultados passaram para a ordem do dia já nesta segunda-feira, quando o clube confirmou a manutenção do vice-presidente de futebol Saul Berdichevski e do técnico Adílson Batista para 2004. A idéia é começar a montar logo um time para todo o ano e evitar os transtornos de desmanchar a equipe no meio da temporada, motivo da má campanha deste ano, segundo avaliação dos gremistas. "Competições longas exigem regularidade", constata Berdichevski, que elogia o Cruzeiro por ter se preparado para o campeonato brasileiro. O novo Grêmio vai se adaptar à fórmula dos pontos corridos e esquecer sua especialidade, o mata-mata que o levou a todos os seus grandes títulos - dois nacionais, quatro copas do Brasil, duas Libertadores e um mundial. Apesar de se ver em dificuldades durante a maior parte do campeonato - ficou 24 rodadas na zona de rebaixamento - o Grêmio não contesta a fórmula. Berdichevski admite que ela manteve o interesse do público até o fim e, por isso, deve ser pelo menos testada por mais dois ou três anos. Na última rodada, quando escapou do rebaixamento, o Grêmio levou 50 mil pessoas ao Olímpico.

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