Lucas Uebel/Divulgação
Lucas Uebel/Divulgação

Grêmio perde mando da final da Copa do Brasil após invasão de Carol Portaluppi

Tricolor terá que enfrentar o Atlético-MG fora da Arena

Estadão Conteúdo

16 de novembro de 2016 | 18h28

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) voltou a ser notícia nesta quarta-feira ao definir a perda do mando de campo do Grêmio no segundo jogo da decisão da Copa do Brasil. A punição aconteceu por causa da invasão de campo da filha do técnico Renato Gaúcho, Carol Portaluppi, ao final do empate por 0 a 0 diante do Cruzeiro que garantiu a classificação da equipe gaúcha.

Com a decisão do tribunal, o Grêmio terá que enfrentar o Atlético-MG no dia 30 de novembro, pela segunda partida da decisão, fora de sua arena. A tendência, no entanto, é que o clube entre com pedido de efeito suspensivo. O jogo de ida da decisão acontecerá na quarta-feira da semana que vem, no Independência.

No último dia 2, Carol Portaluppi acompanhava a partida entre Grêmio e Cruzeiro do túnel da Arena quando foi chamada por Renato para ficar no banco do time gaúcho. Após o apito final, com a confirmação da classificação tricolor, ela entrou em campo abraçada com seu pai.

O fato foi relatado na súmula pelo árbitro Thiago Duarte Peixoto, e na última quinta-feira o clube foi denunciado formalmente. De acordo com os auditores do STJD, o Grêmio infringiu o artigo 213, inciso II do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por "deixar de prevenir e reprimir invasão de campo ou local da disputa do evento".

Os três auditores responsáveis por julgar o caso nesta quarta-feira entenderam que a infração era passível de perda de um mando de campo. O presidente da mesa, Sérgio Martinez, divergiu, mas a punição foi aplicada por maioria de votos. O Grêmio ainda será obrigado a pagar uma multa de R$ 30 mil.

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