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Grêmio sofre, mas avança à semifinal da Libertadores

Em casa, time gaúcho faz péssima partida e fica no 0 a 0 com o Caracas; rival será Cruzeiro ou São Paulo

AE, Agencia Estado

18 de junho de 2009 | 00h19

O Grêmio sofreu nesta quarta-feira, mas manteve o empate sem gols com o Caracas, no Olímpico, e garantiu a classificação para as semifinais da Copa Libertadores. A vaga só foi conquistada porque o time brasileiro havia conseguido empatar o jogo de ida por 1 a 1, na Venezuela.  

 

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Como houve igualdade em todos os outros critérios, o gol marcado fora de casa acabou fazendo a diferença. O adversário do time gaúcho sairá do confronto entre São Paulo e Cruzeiro nesta quinta-feira.

O jogo foi equilibrado, porém, tenso. Se tomasse um gol, o Grêmio correria o risco de ser eliminado da competição. Por isso, tentou estabelecer uma vantagem que desse tranquilidade ao time e à torcida, mas não conseguiu.

Os donos da casa tiveram a posse de bola por mais tempo e insistiram mais nas jogadas de ataque. Mas raras vezes conseguiu avançar pelos flancos do campo e teve poucas chances claras para marcar gols no primeiro tempo. Antes mesmo de ameaçar os venezuelanos, tomou um susto, aos 16 minutos, quando Marcelo Grohe defendeu no ângulo uma conclusão de Lucena.

Depois disso, criou duas oportunidades. Numa delas, aos 22 minutos, Tcheco recebeu passe da Fábio Santos e, de dentro da área, chutou para fora. Na outra, aos 27 minutos, Maxi Lopez exigiu boa defesa de Vega e, na sequência da jogada, o zagueiro Rey afastou a bola para escanteio.

Sabendo que se marcasse um gol ficaria perto da classificação e poderia levar o Grêmio ao desespero, o Caracas manteve a estratégia de jogar fechado na defesa e esperar a abertura de algum espaço para tentar sair rapidamente para o ataque no segundo tempo.

A entrada de Herrera no lugar de Alex Mineiro, aos 13 minutos, deu mais mobilidade ao ataque gremista. O argentino fez bons lançamentos para seu compatriota Maxi Lopez, aos 16 minutos, e para Souza, aos 20, mas ambos desperdiçaram as chances cabeceando para fora. Aos 33, o atacante voltou a deixar Maxi Lopez livre, mas o argentino errou a pontaria.

Comprovando que o jogo havia se tornado perigoso, deixando os gremistas com os nervos à flor da pele, o Caracas esteve em condições de abrir o placar aos 39 minutos, quando, após cobrança de escanteio, Castellin só cabeceou a bola para fora porque foi atrapalhado por um companheiro.

E, no fim da partida, cada ataque venezuelano virava um drama. Nos últimos minutos, os zagueiros gremistas recorreram aos chutões para afastar a bola da área e garantir o resultado.

GRÊMIO 0 X 0 CARACAS

Grêmio - Marcelo Grohe; Ruy, Léo, Réver e Fábio Santos; Túlio, Adilson, Tcheco e Souza; Alex Mineiro (Herrera) e Maxi Lopez. Técnico: Paulo Autuori.

Caracas - Vega; Romero, Rey, Barone e Cichero; Vera, Lucena, Figueroa (Guerra) e Gómez (Prieto); Renteria (Valoyez) e Castellin. Técnico: Noel Sanvicente.

Cartões amarelos - Souza, Maxi Lopez (Grêmio); Figueroa, Gomez, Renteria e Castellin (Caracas).

Árbitro - Carlos Torres (Paraguai).

Renda - R$ 821.862,00.

Público - 36.925 pagantes (40.127 no total).

Local - Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS).

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