Gripe pode fazer Campeonato Argentino ser jogado sem público

É a intenção do presidente da AFA, Julio Grondona; caso vale para o Estudiantes, se avançar na Libertadores

EFE

26 de junho de 2009 | 14h01

BUENOS AIRES - A possibilidade de o Governo anunciar nos próximos dias estado de emergência pelo avanço da gripe suína mantém em alerta a Federação do Futebol Argentino (AFA), que poderia vetar a presença de público na última rodada do torneio Clausura.

Na Argentina, morreram 23 pessoas por causa da gripe e os casos da doença já chegam a 1.488, como informou o Ministério da Saúde.

A situação de saúde é "muito séria" perante o avanço da gripe na Argentina, denunciaram nas últimas horas várias organizações do setor, que afirmam que a quantidade de pessoas infectadas "é substancialmente maior" que o número oficial.

Fontes da AFA indicaram que o presidente da federação, Julio Grondona, apoia a disputa das partidas com portões fechados.

Caso o Estudiantes de La Plata avance na Copa Libertadores, a Conmebol adotaria a mesma decisão, como indicou o secretário da entidade, Eduardo Deluca, ao jornal La Nación, de Buenos Aires.

"A situação é diferente da ocorrida no México. Quando as equipes mexicanas saíram da Libertadores, a Concacaf já tinha decidido jogar com portões fechados e o Governo local já tinha decretado emergência. E isso na Argentina ainda não aconteceu", comentou o dirigente.

A AFA espera que o Governo de Cristina Fernández de Kirchner anuncie emergência sanitária após as eleições legislativas que serão realizadas em todo o país no próximo domingo.

A disputa pelo título de campeão do Clausura, entre Huracán e Vélez Sarsfield, está programada para domingo, dia 5 de julho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.