Grondona pede paz aos argentinos

O presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), Julio Grondona, pediu nesta quinta-feira para que a torcida do país receba em paz a seleção brasileira no jogo entre as duas equipes pelas Eliminatórias da Copa de 2006, na Alemanha, que será realizado em 8 de junho. O pedido de Grondona foi uma reação positiva à declaração de Pelé, que afirmou temer que a rivalidade entre os dois países aumente depois da prisão do zagueiro Leandro Desábato, do Quilmes, por ter chamado Grafite de ?negro de m...?. e ?macaco? no jogo contra o São Paulo, pela Copa Libertadores. "Temos de receber os brasileiros da melhor maneira possível para demonstrar que não temos necessidade de brigarmos entre si, mas de ficar em paz", afirmou Grondona. Para reforçar a intensidade do apelo, Grondona lembra que "brasileiros e argentinos convivem há 40 anos sem nenhum problema, empatando, ganhando um ou o outro". Além disso, "há uma amizade total entre as federações, entre os clubes dos dois países, que deixa grande o futebol sul-americano. Antigamente, brigávamos e a única coisa que fazíamos era beneficiar aos outros". Caso Desábato - O pivô dos temores de Pelé e Grondona revelou na quarta-feira, em coletiva, que "não tinha nada do que se arrepender porque era falso tudo o que Grafite disse sobre os insultos. Desábato voltou a repetir que em nenhum momento xingou o são-paulino de negro e que era óbvio que o incidente todo foi armado. "Para aqueles que acreditam que sou racista, tenho a dizer que não sou, de maneira alguma." O jogador argentino ficou preso 37 horas em São Paulo depois de ter sido detido ainda no campo após a vitória do São Paulo sobre o Quilmes, por 3 a 1. Ele saiu da prisão depois de pagar fiança de R$ 10 mil.

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