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Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Grupo de conselheiros do São Paulo pede impeachment do presidente Leco

Documento que alega 'gestão temerária' foi entregue no clube, mas ainda não foi protocolado; diretoria rebate

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2019 | 08h16

Um grupo de 50 conselheiros do São Paulo entrou com pedido de impeachment contra o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O documento foi entregue na sala do mandatário na noite desta terça-feira - a secretaria do Conselho Deliberativo estava fechada para que a ação fosse protocolada. 

O principal ponto apontado pelos membros do Conselho Deliberativo é "gestão temerária", que envolve contratos de empréstimo assinados sem o aval do Conselho do São Paulo e o estouro do orçamento da equipe. A informação foi divulgada inicialmente pelo Globoesporte.com e confirmada pelo Estado

Assim que o documento for protocolado oficialmente na secretaria do Conselho Deliberativo, o presidente do órgão, Marcelo Abranches Pupo Barboza, fará a primeira avaliação para seguir ou arquivar o pedido. O estatuto do São Paulo prevê que, para ser destituído, um presidente precisa ter votos de 2/3 dos membros do Conselho Deliberativo.

Leco foi reeleito presidente do São Paulo em 2017 com 124 votos. José Eduardo Mesquita Pimenta teve 101. O cartola administra o clube desde 2015, quando derrotou Newton do Chapéu em eleição para completar o mandato de Carlos Miguel Aidar, que havia renunciado após denúncias de corrupção. O mandato de Leco vai até o fim de 2020.

Em 2017, um grupo de torcedores e sócios-torcedores do São Paulo levou para uma reunião do Conselho Deliberativo do clube um abaixo-assinados pedindo o impeachment de Leco. O documento tinha mais de 10 mil assinaturas, de acordo com os organizadores, e contestava ao menos 47 decisões da diretoria tricolor. A mobilização não teve sucesso. O presidente do clube ainda não se pronunciou.

Outro lado

A diretoria do São Paulo divulgou, na manhã desta quarta-feira, uma nota oficial rebatendo o movimento. A atual gestão alega que o pedido "carece de fundamento" e é uma "peça discutível e equivocada". Leia a nota abaixo:

"Carece de fundamento o pedido de destituição protocolado ontem contra o Presidente do São Paulo Futebol Clube e sua Diretoria, conforme noticiado pela imprensa.

O requerimento é uma peça discutível e equivocada, obra de uma parcela de conselheiros movida pelo intuito de criar factoides e tumultuar o ambiente do clube. A manobra ocorre, não por acaso, na véspera de decisiva partida contra o Internacional pelo Brasileirão - o que deveria ser momento de união entre as forças são-paulinas -, servindo para esses senhores de janela de oportunidade contra a gestão.

O documento, divulgado por alguns órgãos de comunicação, baseia-se num suposto descumprimento na execução do orçamento de 2019, ainda com o ano em curso, o que, de saída, desqualifica de forma clara a argumentação. O simples fato de o ano ainda não ter terminado torna o documento insustentável perante a gravidade daquilo que está sendo requerido. É, pois, expediente oportunista de seus signatários.



 

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