Alex Silva/Estadão
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Grupo de torcedores do São Paulo pedirá nova reunião com diretoria tricolor

Comissão pedirá participação da torcida na política do clube e cobrará explicações de dirigentes sobre sufoco de 2017

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2017 | 07h00

Uma comissão de torcedores, formada por membros das organizadas Independente e Dragões da Real, sócios-torcedores, donos de cadeiras cativas e torcedores “comuns” do São Paulo, vai pedir uma reunião com a diretoria do Morumbi a fim de mudar o relacionamento entre as partes.

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O grupo quer pedir participação na vida política do clube e cobrar explicações sobre os bastidores do sufoco do time na temporada. A comissão aguardava o São Paulo garantir a permanência na Série A do Nacional para, agora, protocolar o pedido e voltar a pressionar.

Diferentemente da conversa de setembro, no CT da Barra Funda, que contou com os jogadores e a comissão técnica comandada por Dorival Junior, os torcedores querem ficar agora frente a frente somente com a diretoria. 

“Entendemos que o torcedor é o maior patrimônio do São Paulo, então queremos participar ativamente da vida do clube e, junto com a diretoria, decidir o futuro do time”, defende Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente. “Queremos entender o que vem ocorrendo há anos no clube, que faz o time ficar lutando apenas para não cair. Vamos questionar a diretoria sobre as reformulações do elenco na temporada (venda de jogadores), vamos levantar a bandeira de que o sócio-torcedor tenha direito a voto nas eleições para a presidência. Agora estamos movidos pela razão, e não mais pela emoção”, afirmou o presidente da torcida organizada.

A tentativa de aproximação das organizadas com o clube acontece cerca de um ano depois do incidente no CT, quando um grupo de torcedores invadiu o local para protestar contra a má fase do time. Na semana passada, onze pessoas foram condenadas por arrombar o portão do CT, furtar equipamentos e agredir atletas da equipe. As penas variam de pagamento de multa em dinheiro no valor de até dez salários mínimos (R$ 9.370), prestação de serviço comunitário e reclusão em regime aberto por violação de domicílio qualificado. Eles foram absolvidos da acusação de associação criminosa. 

Entre os condenados, está Baby, que recorrerá da decisão. Ele garante que o planejamento das ações das organizadas não será afetado. “Vamos conversar nesta semana e definir o que levaremos para a diretoria. Nossa postura é de cobrar de forma respeitosa. É assim que eles vão nos ouvir.”

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