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Grupo faz proposta de R$ 220 milhões por Brinco de Ouro

Empresa realiza oferta por estádio do Guarani em nota

Estadão Conteúdo

02 de abril de 2015 | 18h45

A novela em que se transformou o leilão do Estádio Brinco de Ouro ganhou mais um capítulo. A Campinas 25 Empreendimentos Imobiliários, empresa especializada em consultoria imobiliária, confirmou uma proposta de R$ 220 milhões para arrematar a casa do Guarani. A empresa garantiu a oferta em nota e afirmou que "sentiu-se impossibilitada" de formalizar uma proposta no leilão ocorrido do último dia 30, pois "não estava prevista a possibilidade de terceiros ofertarem lance".

A proposta foi encaminhada para a Justiça. Dos R$ 220 milhões ofertados, 126 milhões seriam repassados para credores trabalhistas e fiscal preferencial (FGTS) e o restante (R$ 94 milhões) ficariam com o clube.

"A referida proposta, como não poderia deixar de ser, visa garantir ao Guarani Futebol Clube não apenas a manutenção de suas atividades, mas principalmente a restituição do prestígio e do respeito à agremiação e sua imensa torcida bugrina", publicou a empresa, em nota.

Na segunda-feira, a Justiça do Trabalho aceitou a oferta da Maxion, grupo gaúcho, que se dispôs a pagar 30% do valor total à vista - algo em torno de R$ 31,5 milhões. O restante será pago em 12 parcelas de R$ 6,1 milhões. Antes do leilão, a juíza Ana Claudia Torres Vianna declarou que não aceitaria menos que R$ 126 milhões, valor mínimo imposto para que o leilão ocorresse. A Maxion foi única empresa a fazer uma oferta. Os advogados do clube alegam que não houve um edital específico para o novo leilão.

O terreno do estádio - a área tem em torno de 80 mil metros quadrados, localizado na região nobre da cidade, no bairro Jardim Proença -, está penhorado desde 2011 por dívidas que, na época, ultrapassavam os R$ 50 milhões com a Justiça do Trabalho. Hoje, estima-se que a dívida total gira em torno de R$ 200 milhões.

No último dia 18 de março, três empresas ofertaram muito abaixo do valor mínimo estipulado pela Justiça e, por isso, a juíza Ana Claudia Torres Vianna recusou. Na época, o Grupo Magnum, parceira do Guarani no futebol no início do ano, ofereceu "apenas" R$ 55 milhões, enquanto um grupo de empresários de Jaboticabal ofertou menos ainda, R$ 45 milhões. A Lances Negócios Imobiliários foi a empresa que tinha feito a maior oferta, que girava em torno de R$ 60 milhões.

Agora, a empresa Maxion Empreendimentos Imobiliários deve utilizar o terreno do Brinco de Ouro para a construção de "algo adequado" às necessidades de Campinas. O grupo ainda conversará com a Prefeitura para uma definição, já que a decisão tomada pela juíza Ana Claudia Torres Vianna não tem validade imediata. A diretoria do Guarani disse que irá recorrer à Justiça para que o leilão seja anulado.

Como além do aspecto trabalhista e comercial existe a questão passional, há um clima de revolta na cidade. A torcida bugrina não aceita perder seu patrimônio e um grupo estaria ameaçando de morte, pela internet, a juíza que conduz o processo. Em resposta, a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 15.ª Região (Amatra XV) e os juízes do Fórum Trabalhista de Campinas divulgaram nota defendendo a magistrada e ameaçando rastrear e processar os responsáveis pelas "manifestações de intolerância".

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