Grupo Sonda promete quatro atletas de qualidade para o Santos

Parceira do clube, empresa quer mesclar jogadores consagrados e jovens para formar um time forte para 2009

AE, Agencia Estado

26 Novembro 2008 | 18h39

Depois do longo sofrimento nesta temporada, o ano de 2009 promete ser de conquistas para o Santos. Principalmente se depender da disposição de um dos seus mais ilustres torcedores, o gaúcho Delcir Sonda, o "D" da empresa de investimentos no futebol DIS (o "I" é de seu irmão Idi e o "S" é de Sonda). Veja também: Simule os placares das rodadas finais da Série A Brasileirão Série A - Classificação Dê seu palpite no Bolão Vip do  Para marcar a nova etapa do relacionamento de sua empresa com o clube, ele prometeu colocar pelo menos quatro jogadores de qualidade, prontos para serem titulares do novo Santos. Os jogadores foram indicados pelo clube e a DIS se encarregará de contratar. "São todos bons jogadores. Alguns já consagrados e outros, jovens promessas. Não podemos falar em nomes para não depreciar quem está jogando nas respectivas posições no momento", disse, por telefone, nesta quarta-feira, Tiago Ferro, responsável pela área de comunicações da DIS. Apesar do sigilo, ele confirmou que Wendel, emprestado pelo Palmeiras no meio do ano, não será contratado pela empresa - seus direitos estão estipulados em US$ 1,5 milhão (R$ 3,39 milhões) - por não ter o perfil do jogador em que vale a pena investir. "Trabalhamos com outro nome para a posição", revelou. O atacante Adeílson, de 23 anos, um dos poucos jogadores que se salvaram na sofrível campanha do Ipatinga, é nome quase certo. Santos e Sonda caminham juntos desde fevereiro deste ano, quando o time ia mal no Campeonato Paulista, e tudo indicava que seria um fracasso na Libertadores. Marcelo Teixeira pediu socorro ao empresário, que contratou às pressas, sem a devida avaliação, o equatoriano Michael Jackson Quiñonez, o argentino Mariano Tripodi e o colombiano Maurício Molina, o único que vingou. Em seguida, a colaboração de Sonda foi em dinheiro, adquirindo 25% dos direitos federativos de cinco jogadores que se destacaram na Copa São Paulo de Juniores. Como Alemão e Carleto (assinou até 2014 com o Valencia, da Espanha) foram embora, o Santos terá que oferecer outros jogadores ao grupo para compensar a perda. A relação Santos-DIS não é uma parceria formalizada. "Estamos ampliando a relação que existia", explicou Ferro. "O jogador é contratado pela empresa, colocado no clube, que passa a ter uma porcentagem nos direitos federativos", acrescentou. "Para que o jogador do grupo Sonda se destaque e se valorize, é preciso que o time seja forte e vencedor. Por isso, a parceria é boa e lucrativa para as duas partes". Ele lembra o que aconteceu com o Internacional, em 2006. O time foi reforçado pelo grupo Sonda, ganhou a Libertadores da América e o Mundial de Clubes e depois os ‘sócios’ ainda lucraram na negociação de jogadores para o exterior. Delcir resolveu investir no futebol depois de uma conversa que teve com o agente Jorge Machado, ex-empacotador da unidade do supermercado Sonda de Erechim-RS, no aniversário de Ronaldinho Gaúcho, em 2004. Um dos seus negócios mais lucrativos foi a compra, por US$ 250 mil (R$ 565 mil), de 25% da multa contratual do zagueiro Breno, do São Paulo, em junho de 2007. Seis meses depois, na venda do jogador ao Bayern de Munique, da Alemanha, teve direito a US$ 5,7 milhões (R$ 12,9 milhões). E até hoje sua empresa administra a carreira do ex-são-paulino. Também faturou alto nas vendas de Rafael Sóbis (Internacional), Tiago Neves e nas três transferências de Nilmar - do Internacional para Lyon, do Lyon para o Corinthians e no retorno ao clube gaúcho. O grupo Sonda tem participação nos direitos de aproximadamente 70 jogadores. Alguns são destaques, como Nilmar, D’Alessandro, Tiago Neves, Reina (Cruzeiro e seleção colombiana), Dentinho e André Santos (Corinthians). Outros, garotos que ainda buscam a consagração como os santistas Tiago Luís e Paulo Henrique.

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