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Grupo Zaffari deve construir novo estádio para o Guarani

Além de arena, empresa propõe apoio financeiro por 18 meses

Ivan Lopes, Especial para O Estado

19 de maio de 2015 | 16h07

Campinas - O grupo gaúcho Zaffari, que por meio da Maxion Empreendimentos Imobiliários, arrematou em leilão o Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, a 93 quilômetros de São Paulo, por R$ 105 milhões, dia 30 de março, propôs construir um novo estádio ao Guarani, além do centro de treinamento (CT) e do clube social. A oferta foi apresentada à diretoria e associados do clube em assembleia na noite de segunda-feira (18).

A nova arena teria capacidade inicial para 10 mil torcedores, com possibilidade de ampliação futura, caso haja recursos financeiros. O grupo ainda ofereceu aporte de R$ 350 mil mensais ao Guarani por 18 meses, verba que viria dos R$ 105 milhões do arremate, que também seriam usados para quitar dívidas trabalhistas, estimadas em R$ 100 milhões. O grupo agora aguarda a resposta positiva do clube para formalizar a proposta à Justiça do Trabalho.


A oferta, que parece atender o mínimo exigido pelo presidente do Guarani, Horley Senna, tem dois pontos que ainda prometem discussão. O primeiro refere-se a área para a construção do novo aglomerado esportivo - estádio, CT e clube social. Os investidores sinalizam pela ajuda da prefeitura na busca do terreno, já que a intenção do grupo é se responsabilizar apenas pela obra.

Neste caso, o uso do dinheiro do aporte (R$ 350 mil mensais) pode ser a saída. Os empresários ainda asseguraram ao Guarani o direito de mandar suas partidas no Brinco de Ouro até o final da Série C do Campeonato Brasileiro. A partir do ano que vem, seria estudada uma alternativa para a desocupação do estádio. O clube teria que jogar em um local provisório até o término da construção da arena. Outra divergência clara é o período do patrocínio. O grupo gaúcho oferece 18 meses, enquanto que o clube pede os R$ 350 mil por cinco anos.

A tentativa de acordo tem como mediadora a juíza Ana Cláudia Torres Vianna do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, com quem as partes fazem reuniões periodicamente em busca de uma saída viável. O Guarani deixa claro que ainda prefere fechar negócio com o Grupo Magnum, que atua no segmento de relógios, também interessado no Estádio Brinco de Ouro.

Representantes da empresa também estiveram na reunião de quarta-feira, mas não oficializaram proposta.  Dirigentes garantem que a oferta é semelhante a do Grupo Zaffari, com diferença no tempo de patrocínio. A Magnum teria ventilado nos bastidores que pagaria R$ 360 mil por dez anos. Para que a Magnum feche acordo com o Guarani, o leilão realizado em março teria que ser cancelado, o que a Justiça do Trabalho descarta.

NOVO CAPÍTULO

A MGM, empresa que integra o Grupo Magnum, protocolou no Tribunal Regional do Trabalho (TRT),15ª Região de Campinas, a 93 quilômetros de São Paulo, no final da tarde desta terça-feira (19), a proposta para a compra do Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Como o grupo gaúcho Zaffari, vencedor do leilão do dia 30 de março, a oferta dos concorrentes prevê a construção de uma nova arena, do centro de treinamento (CT) e da sede social do clube. O Grupo Magnum iguala os R$ 105 milhões oferecidos pelo Zaffari, promete pagar todas as dívidas trabalhistas do clube e garante patrocínio de R$ 350 mil durante 130 meses. Para que a oferta seja viabilizada a Justiça Trabalhista seria obrigada a anular o leilão ocorrido em março.

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