Guarani e Atlético-MG empatam por 2 a 2

Guarani e Atlético Mineiro empataram, por 2 a 2, nesta quinta-feira à noite, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, no complemento da 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo foi movimentado e o resultado foi justo. O time campineiro, agora, soma 37 pontos, em 11º lugar, enquanto os mineiros têm 40 pontos, na oitava posição. Para o Atlético, que tinha perdido seus últimos dois jogos, para Corinthians, 3 a 2, e Atlético-PR, 2 a 1, no Mineirão, o empate serviu como reabilitação. O Guarani, que não tomava gols há três jogos, sofreu dois e chegou ao terceiro empate consecutivo. Desde o Brasileiro de 1999 o Guarani não vence o time de Minas Gerais. O primeiro tempo foi movimentado. O Guarani saiu na frente logo aos dois minutos, quando Alex fez um longo lançamento para a entrada em velocidade de Wagner. Ele ganhou em velocidade da defesa, chutando rasteiro e cruzado: 1 a 0. Mas com bom toque de bola e velocidade, aos poucos, o Atlético ganhou espaço, dominou o meio-de-campo e começou a criar boas chances, a maioria pelo lado direito com o lateral Cicinho. O empate saiu aos 17 minutos, quando Cicinho cobrou falta do lado direito e o zagueiro André Luiz subiu mais que a defesa para cabecear com força: 1 a 1. O desempate também saiu dos pés de Cicinho. Ele iniciou a jogada pela direita, fazendo o cruzamento para a grande área, onde Juninho chutou com a perna esquerda, aos 36 minutos: 2 a 1. O Guarani pecava na marcação, embora tivesse dois volantes - Emerson e Leandro Guerreiro - com características de marcação. O destaque do time da casa foi o meia Alex, de refinada técnica. No intervalo, Barbieri já dava o tom das mudanças. "Não marcamos como devíamos, mas vamos mudar", prometia. O time voltou mais adiantado, não permitindo a saída de bola do Atlético. Rodrigão quase empatou aos quatro minutos, quando saiu na frente de Velloso, que fez grande defesa. Na seqüência, dois lances polêmicos dentro da grande área. Na primeira, Alex chutou e a bola tocou no braço de Marcelo Silva, para reclamação de pênalti dos campineiros. Em seguida, a bola foi lançada na área e bateu no braço de André Luiz: pênalti e reclamações dos atleticanos. Na cobrança, nova polêmica. Rodrigão bateu do lado direito, Velloso rebateu e depois fez outra defesa no chute de Gilson. Mas o auxiliar Rogério Monteiro assinalou o avanço do goleiro antes da cobrança. O jogo ficou paralisado por quatro minutos e na confusão o meio-de-campo Tucho pisou no pé do bandeira, recebendo apenas o cartão amarelo. O próprio Rodrigão cobrou, desta vez no meio do gol e com muita força: 2 a 2, aos 11 minutos. Na comemoração, ele chutou uma placa de publicidade, tirou a camisa e se ajoelhou na bandeira de escanteio. Tinha fortes motivos para tanta vibração, afinal não marcava um gol há 13 jogos. Marcelo Oliveira, técnico do Atlético, tentou melhorou seu time com as entradas de Lúcio Flávio e Alex Alves nos lugares, respectivamente, de Tucho e Fábio Junior. O técnico Barbieri demorou para mexer no time e quando tentou o fez com imperfeição. Tirou Gilson, que desafogava a defesa, para a entrada do meia Dinelson, aos 33 minutos, recebendo merecidamente vaias da torcida. Em uma troca e outra, nada mudou. O resultado foi justo. Domingo, o Guarani receberá o Criciúma, em Campinas, enquanto o Atlético tentará voltar a vencer diante do Bahia, no Mineirão.

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