Guarani e União: inquérito contra Oeste

A briga do Oeste para reverter os 12 pontos perdidos no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol (FPF) pode ganhar novas proporções a partir desta segunda-feira. É que tanto Guarani como União São João entraram com pedido de punição disciplinar contra o presidente do time do Itápolis por, segundo os dirigentes, acusações caluniosas. O pedido assinado pelo presidente bugrino, José Luiz Lourencetti, e por José Mário Pavan, do União São João, é para apurar as infrações disciplinares eventualmente cometidas pelo presidente do Oeste, Ernesto Francisco Garcia, o Ernesto Cabeça, domingo, no Palestra Itália. Após a derrota para o Palmeiras, por 2 a 1, o diriagente do Oeste aproveitou os microfones das rádios e emissoras de televisão para acusar um acerto entre Guarani e União para empatarem sábado, em Campinas. O resultado de 1 a 1 confirmou o rebaixamento do Oeste para a Série A2. Coincidentemente os dois clubes, além do Mogi Mirim, já tinham se unido como terceiros interessados no processo do Oeste no TJD. Todos movidos pela luta contra o rebaixamento. O mesmo advogado, João Zanforlim, agora representa os dois clubes que acreditam que as declarações possam denegrir a imagens dos seus clubes e, portanto, pedem a apuração da existência de infrações disciplinares. O pedido atende ao artigo 81 e seguinte do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, combinado com § 3° do art. 9° do mesmo diploma legal. O objetivo é apurar a existência de infração disciplinar e determinar sua autoria, para subseqüente instauração de processo disciplinar. Por outro lado, o Oeste pretende dar entrada, nesta terça-feira, no STJD do Rio de Janeiro com pedido de recurso para tentar recuperar os 12 pontos perdidos no Paulistão por uso irregular de três jogadores: Daniel, Marcelo Santos e Adão. Com seis pontos negativos, o time está rebaixado para a Série A2 em 2005. Na entristecida Itápolis, os dirigentes evitaram comentar o assunto. Mas reiteraram a desconfiança no resultado de Campinas e colocaram dúvidas na punição sofrida pela Federação.

Agencia Estado,

01 de março de 2004 | 21h03

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