Guarani enfrenta crise com work shop

Pressionada por parte do Conselho Deliberativo, a diretoria do Guarani parece ter encontrado uma saída para evitar os vexames de suas últimas participações no futebol. O presidente do Conselho, Carlos Tozzi, confirmou que promoverá várias reuniões para buscar alternativas que viabilizem o clube. "São work-shops", traduziu Tozzi, garantindo que atenderá aos apelos dos conselheiros para questionar a diretoria executiva. Ele até foi ameaçado de impeachment. A situação do Guarani é muito ruim. O time não consegue saldar seus débitos e muito menos montar um time capaz de honrar as suas tradições. Ano passado, o time foi rebaixado no Campeonato Paulista da Série A1, pela primeira vez na sua história após o acesso no fim da década de 40. Nesta temporada, outra decepção: a eliminação no Torneio Rio-São Paulo após ter sido o último colocado entre os clubes paulistas. Segundo Tozzi o problema é "arrumar dinheiro" uma vez que a "Lei Pelé causou danos à todos os clubes". O departamento de Futebol continua com a mesma filosofia: contratar jogadores baratos para a disputa do Campeonato Brasileiro. Dois deles já se apresentaram no Estádio Brinco de Ouro: o veterano atacante João Paulo, de 37 anos, que estava no União São João, e o volante Emerson, do Santo André. O time realizou um amistoso na Espanha, terça-feira, mas continuou sua rotina de maus resultados: perdeu para o Villarreal por 1 a 0. A delegação retorna ao Brasil nesta sexta-feira.

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