Guarani enfrenta o Fluminense e sua própria torcida

Rebaixado e apenas cumprindo tabela, o Guarani chegou à última rodada do Campeonato Brasileiro numa encruzilhada. De um lado, sofre pressão da imprensa e da opinião pública por conta de uma suposta "mala branca" do Corinthians. De outro, encara a fúria de sua própria torcida, que exige que o time entregue os pontos para prejudicar o rival paulista. Este é o ambiente da equipe de Campinas para o jogo contra o Fluminense, neste domingo, às 17 horas, no Engenhão, que definirá o título brasileiro.

AE, Agência Estado

05 de dezembro de 2010 | 08h13

Durante a semana, o Guarani virou o centro das atenções na imprensa esportiva. Primeiro por uma declaração do lateral-esquerdo Moreno sobre um suposto incentivo financeiro do Corinthians. Até mesmo o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, prometeu investigar o caso.

Na quinta-feira, foi a vez de um grupo de torcedores deixar o clima ainda mais pesado. Durante protestos realizados contra a diretoria, comissão técnica e jogadores, uma facção organizada exigiu que o time entregasse o jogo para os corintianos não serem campeões. Alguns carros foram chutados e riscados na saída do clube.

Em meio a este "tiroteio", jogadores e o técnico Vágner Mancini garantem que jogarão para vencer, independente da opinião da torcida, e descartaram a existência da mala branca.

"Todo mundo vai ver esse jogo. O Brasil vai parar para ver esse jogo. Nós somos profissionais e vamos lutar por uma vitória", argumentou o lateral Fabiano. "Não vamos jogar pelos outros, mas sim pelo Guarani e por nossa dignidade", concluiu Mancini.

Encerrar o Brasileirão com vitória e por fim a uma sequência de 12 rodadas sem vencer são os únicos objetivos neste jogo de despedida. Com apenas 37 pontos, o Guarani ocupa a 18.ª colocação e foi rebaixado com a derrota para o Grêmio por 3 a 0 no domingo passado.

Mancini promete muito mistério. Nos últimos treinos, o técnico fez testes e promete manter o mistério até os vestiários. O mais provável, contudo, é que ele congestione o meio-de-campo com três volantes - Maycon, Paulinho e Ronaldo - e apenas um atacante. No ataque, Reinaldo ou Douglas devem ficar com uma das vagas.

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