Guarani espera acerto com a Justiça do Trabalho até fim de julho

O tempo corre e o Guarani usa as armas que tem para manter viva a negociação pela venda do Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, e a sobrevivência do clube. Nesta terça-feira, o presidente Horley Senna se reuniu com Lourival Ferreira dos Santos, presidente do 15.º Tribunal de Regional do Trabalho, para tentar apressar o acordo.

Estadão Conteúdo

30 de junho de 2015 | 21h06

"Saímos satisfeitos, fomos levar a situação de momento que vivemos. Ele mostrou que está por dentro da situação delicada e nos garantiu que o caso do Guarani não se arrastará. Por isto, a perspectiva é de ser resolvida em breve, até o final de julho", afirmou o dirigente, em tom otimista.

A venda do Brinco de Ouro está travada desde que o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com um pedido de exceção de suspeição contra a juíza titular da 6.ª Vara do Trabalho, diretora do Fórum Trabalhista de Campinas e responsável pelo Núcleo de Execução, Ana Cláudia Torres Vianna.

Entre as medidas do MPT está o pedido de afastamento da juíza, por suspeita de tomar a decisão sem imparcialidade. A outra é a correção de algumas irregularidades encontradas na audiência pública. Entre elas, estaria o fato de a magistrada não ter dado a devida atenção à empresa arrematante, a Maxion, principal concorrente da Magnum, parceira do futebol do clube.

O fato aumenta o descontentamento dos dirigentes, porque o clube vai ter sua dívida trabalhista aumentada por este período. Além disso, não poderá contar com os aportes financeiros do Grupo Magnum para manter o futebol, além de não conseguir pagar os salários dos funcionários, atrasados há quatro meses em alguns casos.

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