Gabriel Ferrari/Guarani
Gabriel Ferrari/Guarani

Guarani garante permanência de técnico, mas presidente demonstra insatisfação

Marcelo Cabo ainda não conseguiu vencer nenhuma partida

Estadão Conteúdo

27 de setembro de 2017 | 19h30

Marcelo Cabo vive dias com a corda bamba no Guarani. A derrota por 2 a 1 de virada para o Paysandu, na última terça-feira, em Belém, credenciou o clube a brigar contra a zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro. Mas, muito mais do que isso, o resultado manteve o treinador sem nenhuma vitória: em quatro jogos são dois empates e duas derrotas. O presidente Palmeiron Mendes Filho garantiu a permanência do técnico, mas deixou claro que está insatisfeito com a sequência de resultados.

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"Estamos satisfeitos com o trabalho, mas insatisfeitos com os resultados. O que mantém técnico no cargo são os resultados", disse o presidente. Contratado junto com o treinador para ser coordenador de Futebol, Luciano Dias começa a ganhar força nos bastidores do Guarani. Ele já trabalhou no clube em outras oportunidades e, se o clube não vencer o Criciúma neste sábado, em Campinas (SP), pode assumir a função de interino.

Por enquanto, o Guarani segue com Marcelo Cabo. Na entrevista coletiva desta quarta-feira, ele deixou claro que o elenco cochilou no segundo tempo e que a expulsão do lateral-esquerdo Salomão foi fundamental para mudar a história do jogo. O jogador recebeu o primeiro cartão amarelo no último lance do primeiro tempo por uma falta em Rodrigo Andrade e, na volta dos vestiários, logo com quatro minutos da etapa final, derrubou Ayrton no meio de campo e recebeu o segundo amarelo.

"Foi um jogo muito equilibrado. Saímos na frente, mas demos bobeada numa falta, deixamos bater rápido e, segundo informações da comissão técnica, não foi pênalti. Aí preparamos a equipe no intervalo, mas você tem um jogador expulso logo de cara e precisa refazer tudo. Até conseguimos neutralizar um time com um a mais. Precisávamos ter mais atenção na bola parada. Sabíamos que o Diego Ivo era perigoso, cochilamos e tomamos o gol", disse Marcelo Cabo.

Com apenas cinco minutos de jogo, o Guarani já estava à frente do placar. Bruno Nazário aproveitou um cruzamento na marca do pênalti para abrir o marcador. Mas, ainda no primeiro tempo, Guilherme Santos invadiu a grande área e Kevin tocou no adversário. De acordo com o árbitro, foi o suficiente para marcar o pênalti. Ainda assim o lance gerou muita polêmica. Principalmente porque mais tarde o próprio Kevin foi derrubado por Diego Ivo em uma jogada muita parecido e o árbitro mineiro Igor Junio Benevenuto nada marcou.

"Tenho dúvida no lance com o Kevin. Para mim, foi igual ao pênalti do Paysandu. Então a arbitragem interferiu diretamente no resultado. Como deu lá, poderia dar no Kevin também", completou Marcelo Cabo. No fim, aos 36 minutos, Guilherme Santos cobrou um escanteio pela esquerda e Diego Ivo subiu entre Ewerton Páscoa e Diego Jussani para testar no cantinho de Vagner e decretar a virada.

O resultado negativo deixa o Guarani com 33 pontos, na 13.ª posição, apenas quatro à frente do Figueirense, primeiro na zona de rebaixamento.

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