Guarani não vai apelar à Justiça Comum

A direção do Guarani não vai recorrer à Justiça Comum para tentar reaver sua vaga na Copa do Brasil de 2003. Esta decisão foi considerada a mais sensata pelo presidente José Luís Lourencetti, mesmo magoado pela decisão do Superior Tribunal de Justiça Esportiva (STJD) de favorecer o Vila Nova-GO na sessão extraordinária realizada terça-feira à tarde no Rio de Janeiro.Como já se tratava da segunda instância não cabe mais ao clube recurso na Justiça Esportiva. E ir à Justiça Comum não agrada o presidente. "Estaríamos sujeitos às sanções da CBF e até mesmo da FIFA. Não acho que este é o caso para comprar um briga tão grande", afirmou José Luís Lourencetti. O dirigente, porém, reforçou a tese de defesa de que o "erro principal" foi cometido pelo setor de registros da CBF, ao mesmo tempo que admitiu parte da culpa, "por excesso de confiança" do funcionário Jorge Correia da Conceição, que responde pelo setor há 42 anos.O Guarani perdeu a disputa em duas instâncias jurídicas, por 3 votos a 2 e 4 a 1. O clube utilizou o volante Leandro Guerreiro de forma irregular na vitória sobre o Vila Nova-GO, por 3 a 1, dia 26 de março, em Campinas. Tinha perdido o primeiro jogo, em Goiânia, por 1 a 0. O nome do atleta não constava no BID (Boletim Informativo Diário) como prevê o regulamento, embora sua inscrição tivesse sido feita dentro do prazo estabelecido. O clube, no caso, deveria ter buscado uma liminar para assegurar o direito de participação do atleta. O gerente de futebol Neto Ferreira não escondeu sua revolta: "O futebol é sujo".O técnico Pepe, agora, só pensa no jogo contra o Cruzeiro, sábado, às 18 horas, em Campinas, pelo Campeonato Brasileiro. Ele não terá o zagueiro Juninho, suspenso com três cartões amarelos. O seu substituto pode ser Nenê, ex-Portuguesa Santista.

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