Guarani omite salário de Viola para a CBF

A permanência do atacante Viola no Guarani está ameaçada. Apesar de o jogador demonstrar que há o interesse em que ele dispute o Campeonato Brasileiro, um problema jurídico provocado pela diretoria pode impedir que o atleta continue no clube. Uma reunião marcada para esta quinta-feira com Leila, esposa do jogador, que também é sua procuradora, foi adiada para a manhã desta sexta-feira. A falta de detalhes sobre a remuneração do jogador em documento enviado a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), fez com que a entidade oficializasse o Banco Central (BC) e a Delegacia da Receita Federal para que investiguem o contrato entre Viola e Guarani. Apesar dos comentários de que o jogador pediu R$ 50 mil mensais para renovar seu contrato, o valor do salário declarado pelo clube no documento apresentado a CBF é de apenas R$ 1.000,00. O contrato, registrado na CBF sob nº 457520, indica que há uma remuneração "por fora", que não foi informada. Uma situação, inclusive, que já virou praxe no futebol brasileiro e os clubes definem como "contrato de imagens". Apesar da entidade exigir a declaração desses valores, a diretoria do Guarani se omitiu. O contrato de Viola termina no dia 22 de abril e o próprio jogador chegou a reclamar da demora da diretoria em negociar a renovação. Para evitar problemas com a utilização de um jogador em situação irregular, a renovação do contrato pode estar ameaçada. O Guarani ainda lamenta o empate de 1 a 1 com o Santo André, quarta-feira, pela Copa do Brasil. O segundo jogo, válido pela terceira fase, será realizado dia 5 de maio, no ABC. A estréia no Campeonato Brasileiro acontecerá contra o Coritiba, dia 22, na capital paranaense.

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