Guarani quer vender parte do patrimônio e mudar gestão

O novo rebaixamento do Guarani, o nono em 13 anos, está provocando uma reflexão total na diretoria. O presidente Álvaro Negrão não se furtou a atender a imprensa nesta segunda-feira, um dia após seu time terminar na lanterna do Campeonato Paulista e cair para a Série A2. Ele acredita ser preciso uma mudança total de gestão.

AE, Agência Estado

22 de abril de 2013 | 18h28

"É necessário se montar uma estrutura física, financeira e administrativa. Mas, para tanto, nós precisamos de um projeto para resolver as 450 ações trabalhistas que inclusive colocam em risco a perda total do patrimônio do clube", explicou Negrão.

A solução total se encaixa no projeto imobiliário que prevê a venda de uma parte do terreno onde está localizado o estádio e o conjunto poliesportivo. "A prefeitura está nos ajudando neste projeto, que é falado desde 2006, mas não sai do papel", diz Negrão, lembrando que é necessário "matar" os problemas trabalhistas e da Justiça cível.

O objetivo agora é, além deste projeto a longo prazo, trabalhar na formação de um time para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C. A ideia é fazer algum tipo de parceria com empresários que possam colocar jogadores e pagar salários, ou parte deles. "Temos 45 dias para isso. Não é muito tempo no futebol, mas vamos correr atrás disso", completou o presidente.

Pintado, atualmente no comando do Penapolense, é cotado para assumir o time na Série C. É difícil o clube aceitar um projeto apresentado pelo ex-lateral da seleção Zé Maria, que pretendia terceirizar não só o futebol profissional como o amador.

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