Guarani se torna vítima do mercado

A diretoria do Guarani está enfrentando dificuldades para reforçar o elenco visando a temporada 2004 por falta de recursos. O clube, considerado de porte médio, tem sido vítima da nova realidade do mercado, não conseguindo cobrir as propostas de grandes clubes por jogadores considerados "medianos". Desta forma, perdeu o atacante Wágner, que ganhava R$ 18 mil e foi para o Atlético Mineiro ganhando R$ 35 mil mensais. "Os grandes clubes estão padronizando os salários entre R$ 25 e R$ 40 mil, mas os clubes médios como o Guarani não conseguem chegar nesta faixa, tendo como limite máximo o valor de R$ 25 mil", explica o vice-presidente de futebol Antonio Carlos Seccacci. Sem muitas opções, o clube segurou, dentro de suas possibilidades, os jogadores formados no clube e começou a arriscar em contratações no escuro como dos meias argentinos Liberman e Loscri. Ambos foram observados por fitas de vídeo e consideradas "contratações de risco". Por outro lado, alguns jogadores que já ganhavam o teto salarial do clube estão sendo desligados como o meia Esquerdinha (R$ 28 mil), o experiente meia Marquinhos (R$ 33 mil) e o zagueiro Bruno Quadros (R$ 30 mil).

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