Guarani x Ponte: chance de recuperação

Guarani e Ponte Preta protagonizam o dérbi campineiro de número 180 neste sábado, às 18 horas, no Estádio Brinco de Ouro, pela quarta rodada do Campeonato Paulista, passando por situações ruins. Os dois times precisam somar pontos para fugir das últimas posições na classificação: o Guarani soma quatro pontos, ocupando a 11ª posição, enquanto a situação da Ponte Preta é crítica, sem ponto ganho e ?segurando a lanterna? do Paulistão 2005.O péssimo início da Ponte na temporada e os efeitos negativos provocados pelo rebaixamento do Guarani para a Série B do Campeonato Brasileiro, em dezembro, parecem ter sido determinantes para o pouco interesse demonstrado pelas duas torcidas quanto ao jogo deste sábado. A vantagem numérica é do Guarani, com 63 vitórias, 57 derrotas e 58 vitórias da Ponte.Ex-jogadores, os dois técnicos sabem que este mau momento pode ser superado com uma vitória no dérbi. "É um jogo em que vale mais a raça do que a técnica. E o que vale é vencer, porque anima o time no restante da competição", diz Nenê Santana, técnico da Ponte Preta e que já sentiu muitas vezes o peso do clássico quando jogava, como zagueiro, no final da década de 70 e início dos anos 80.Jair Picerni, técnico bugrino, já defendeu tanto o Guarani como a Ponte Preta nos anos 70 e sabe muito bem a responsabilidade dos jogadores. "É um jogo de matar ou morrer, então o jogador precisa entrar esperto, acordado".Os times - O técnico Jair Picerni não quis fazer do mistério uma arma para surpreender o inimigo. "Não tem nada disso, não", explicou em seu estilo "não tô nem aí". Assim, ele tratou logo de confirmar os substitutos. Na lateral-esquerda a ausência do titular Gilson, expulso, será suprida por Mariano, cuja posição de origem é a lateral-direita. Adílio, que participou do primeiro jogo, não foi aprovado. No meio-campo a falta de Careca, também expulso, vai ser preenchida pela entrada de Marlon, que vinha s e recuperando de uma cirurgia no joelho. E no setor acontece uma mudança de ordem técnica, com a saída de Adrianinho para a entrada de Éverton, destaque do time de juniores na Copa São Paulo. "O Adrianinho ainda não se encaixou. Mas é um bom jogador e vai ter tempo para se recuperar e voltar", prometeu Picerni. Ele mantém o esquema 4-4-2, deixando no banco de reservas dois atacantes de prontidão: Nilson Sergipano e Cidimar, agora com inscrição liberada.Na Ponte Preta, o técnico Nenê Santana preferiu deixar várias dúvidas no time. Na verdade, ele tem mesmo várias opções para tentar somar seus primeiros pontos. "Não tem frescura com escalação, mas realmente treinamos o time de várias maneiras e ainda não decidi como vou escalar", explicou o técnico, que tem seu cargo ameaçado por contas das três derrotas iniciais.Havia expectativa em relação à mudança do esquema 4-4-2 pelo 3-5-2, mas esta hipótese foi descartada pelo técnico. "Não treinamos assim, treinamos só com dois zagueiros", garantiu Santana. As falhas constantes da defesa preocuparam e o time atuará com dois volantes: o titular Romeu e Éverton ou Henrique no lugar de Ângelo, que recebeu o terceiro cartão amarelo na derrota para o Ituano, por 4 a 3. A principal mudança seria, curiosamente, no ataque com a possibilidade do time ser armado com três atacantes. Harison será o único meia. O ex-bugrino enfrentará seu antigo clube pela primeira vez e na condição de artilheiro da Ponte, com dois gols.No ataque, a principal novidade seria a estréia de Kahê, emprestado pelo Palmeiras, na vaga do meia Danilo. O veterano meia Lindomar também ficará como opção no banco de reservas.

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