John Sibley/Reuters
John Sibley/Reuters

Guardiola nega ter sido procurado pela Argentina: 'Ninguém falou comigo'

Técnico do Manchester City fica indignado com especulação e recomenda que seleção seja dirigida por um argentino

Estadão Conteúdo

10 Agosto 2018 | 15h29
Atualizado 10 Agosto 2018 | 16h22

O técnico Pep Guardiola negou nesta sexta-feira que a Associação de Futebol Argentino (AFA) tenha lhe procurado para assumir o comando da seleção argentina. O atual treinador do Manchester City também se mostrou indignado pelo fato de a entidade ter supostamente inventado que seu o alto salário foi um impedimento para a tentativa de sua contratação.

"Estou um pouco decepcionado. Não podem dizer isso, que o presidente da AFA entrou em contato com o Pep e que não puderam me contratar por causa do meu salário", disse. "Ninguém falou comigo. Além do mais, tenho contrato com o Manchester City e vou cumpri-lo até o final", afirmou o comandante em entrevista coletiva. 

Antes do início da Copa do Mundo da Rússia, Guardiola renovou contrato com o City até 2021. De acordo com a imprensa britânica, o técnico espanhol recebe cerca de 20 milhões de euros por ano (R$ 87 milhões). O treinador, no entanto, nunca revelou quanto ganha. "Não é correto dizer que meu salário foi a razão para não me contratar porque eles não sabem quanto eu ganho", criticou.

Na opinião de Guardiola, o próximo técnico da seleção argentina deve ter nascido no país. "Há muitos técnicos argentinos e são realmente muito bons. Por isso que também não pretendo treinar a Argentina", acrescentou.

Na última terça-feira, o presidente da AFA, Claudio Tapia, concedeu entrevista ao canal argentino TyC Sports e informou que cogitaram a contratação de Guardiola, mas o salário fez com que desistissem. "Fizemos consultas. Estávamos dispostos a fazer um esforço, fizemos análises, mas nunca pensamos que fosse tanto (dinheiro). Tratamos de falar, mas parou ali. Muito difícil. Salário muito alto", disse.

DOUGLAS LUIZ

Na entrevista coletiva desta sexta, Guardiola também se mostrou irritado com a negativa da Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês) para autorizar a permissão de trabalho para o jovem meio-campista brasileiro Douglas Luiz, de 20 anos.

"Ele não recebeu autorização. Vamos tentar ajudá-lo a encontrar uma maneira para que consiga jogar em outro lugar. É difícil de compreender. Alguém que não vê uma sessão de treino pode se julgar capaz de julgar se um jogador pode ou não jogar. Aceito as regras, mas não compreendo porque não se permite que ele trabalhe", disse. 

O técnico espanhol havia previsto contar com Douglas Luiz nesta temporada em sua equipe principal como reserva imediato de Fernandinho. O City contratou o jogador em 2017 junto ao Vasco por 12 milhões de euros (cerca de R$ 58 milhões) e o emprestou ao Girona, da Espanha.

Guardiola se queixou também do aviso muito tardio da entidade que comanda o futebol inglês. "Se eles decidem que as regras são essas, avisem com 15 dias de antecedência pelo menos para que a gente pense em outra alternativa", lamentou.

O Manchester City estreia no Campeonato Inglês neste domingo, em duelo contra o Arsenal, às 12 horas (de Brasília), em Londres. Será o segundo jogo oficial na temporada. No último final de semana, a equipe venceu o Chelsea por 2 a 0 e conquistou a taça da Supercopa da Inglaterra.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.