Guardiola: 'Se jogarmos como em 2009, não venceremos'

O Barcelona tem a chance de conquistar neste sábado, pela segunda vez em três anos, o título mais desejado do futebol europeu: a Liga dos Campeões. Assim como em 2009, o adversário é o Manchester United. Naquela ocasião, em Roma, o time espanhol venceu por 2 a 0 para ficar com o título. Agora, o Barça precisa jogar ainda melhor se quiser sair vitorioso da decisão em Wembley. Pelo menos é assim que pensa o técnico Pep Guardiola.

AE, Agência Estado

27 de maio de 2011 | 16h50

"Se jogarmos como na final de Roma, não ganharemos. Revendo o jogo agora, me dei conta que jogamos pior do que eu acreditava. Algumas coisas devemos mudar para provarmos que somos capazes de cumprir bem esta função", disse o treinador, que estava em campo na primeira vez que o Barcelona faturou a Liga dos Campeões, em 1992, no mesmo estádio de Wembley.

"O difícil sempre é conquistar a primeira. Não conseguimos em Berna (em 1961, o Barça perdeu para o Benfica) nem em Sevilla (em 1986, para o Steua Bucareste). Agora não há tanta pressão, mas os nervos se afloram conforme se aproxima a partida", comentou.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Wembley, Guardiola negou os rumores de que deixaria o clube depois do jogo de sábado, afirmando que pretende cumprir seu contrato até o final da próxima temporada. Garantiu ainda que não tem definida a equipe que vai a campo pegar o Manchester United. Indicou, porém, que deve escalar Puyol na lateral-esquerda, mantendo Mascherano na zaga. Como Abidal volta de lesão, assim como o Puyol, seria arriscado ter os dois em campo sem estarem em boa forma física.

Guardiola sabe que a tarefa de levar o Barcelona ao seu quarto título da Liga será árdua. Pela frente, "umas das equipes mais completas que eu já vi", disse o treinador, que rasgou elogiou a Chicharito Hernandéz: "É incrível quando ele chega perto da área. Tem grande mobilidade, utiliza os dois pés de forma incrível", destacou o espanhol.

A final deste sábado, às 15h45 pelo horário de Brasília, tem tudo para entrar para a história. "É uma satisfação muito grande. Agora mais ainda temos que voltar a demonstrar o nosso jogo ao mundo. Agora só falta o último passo."

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