Guerra de marcas no treino da seleção

Um incidente quase impediu a realização do treino da seleção brasileira, nesta quarta-feira à tarde, no campo da Pasteleira, clube amador da cidade do Porto. Antes da atividade, três faixas de uma empresa de material esportivo, a Peba Sport, foram estendidas ao redor da área de treinamento e tiveram de ser retiradas, contrariando a diretoria do clube. "Uma pessoa da comitiva da seleção nos disse: ou tirem as faixas ou não haverá treino", contou o presidente da Pasteleira, José Barbosa.O dirigente não gostou da exigência e fez depois desabafo à Agência Estado. "Se toda a diretoria do meu clube estivesse aqui, eu reuniria o grupo e não aceitaria a imposição: diria ?rua? para a seleção. Fomos desrespeitados." Barbosa desconhecia o contrato entre a CBF e a Nike, em que se estabelece que o espaço na área de treinos seja explorado pela patrocinadora da seleção. A Peba Sport fornece uniformes para a Pasteleira e o Boavista, outro clube da cidade.A CBF nega que alguém tenha se dirigido a Barbosa em nome da entidade. Enquanto o treino transcorria normalmente, o presidente do clube comentava com amigos o mal-estar. Ele, no entanto, não abriu mão de exibir uma outra faixa da Peba Sport em uma das janelas do prédio da administração, atrás de uma das balizas. "Não alugamos o espaço, emprestamos o campo para a seleção, que nos orgulha com sua presença. Mas deveríamos ter sido avisados sobre o contrato da CBF", disse Barbosa.Na véspera, outro incidente, quando um carro com placas da Nike e do Guaraná Antarctica - patrocinadores da seleção - chegaram ao local. "Como eu não sabia de nada, disse: ponha-se para fora. Perguntei: com autorização de quem vão pôr estas placas?"

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