Renan Cacioli / Estadão
Renan Cacioli / Estadão

Guerra pede sequência a Roger no Palmeiras e paciência à torcida na arena

Meia será substituto de Lucas Lima no duelo desta quarta, contra o Junior Barranquilla, pela Libertadores

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2018 | 16h25

Tranquilidade. É o que meia Alejandro Guerra mais pediu às vésperas do duelo entre Palmeiras e Junior Barranquilla, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), pela última rodada da fase de grupos da Libertadores. O venezuelano espera contar com a compreensão do torcedor palmeirense depois das críticas recebidas pela derrota no clássico contra o Corinthians, no último domingo.

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"O grupo tem de ficar tranquilo. De quatro jogos fora de casa, vencemos três", citou o camisa 18, referindo-se aos duelos com Alianza Lima (3 a 1), também pela Libertadores, Atlético-PR (3 a 1), pelo Brasileiro, e América-MG (2 a 1), pela Copa do Brasil.

A sequência positiva foi quebrada no Dérbi, com a derrota por 1 a 0 que provocou a ira de parte da torcida alviverde. Na chegada do ônibus da delegação ao CT, após o jogo disputado em Itaquera, alguns objetos foram arremessados, mas ninguém se feriu. A polícia precisou intervir com balas de borracha e bombas de efeito moral. A principal organizada do clube ainda divulgou um texto cobrando a demissão do técnico Roger Machado. A irritação por parte desses fãs é "normal" na visão de Guerra.

"O Palmeiras perdeu o clássico, mas não está mal", frisou o meia. "Eles se irritam porque sabem que o time pode dar mais. Temos de ficar tranquilos", reiterou o gringo, que defendeu o treinador das críticas.

"Fizemos um bom Paulista. mas, infelizmente, não o conquistamos. O Roger tem um bom trabalho. Ele precisa de sequência. Estamos na frente na Libertadores (a equipe lidera seu grupo), brigando na Copa do Brasil, na parte de cima do Brasileiro... A verdadeira torcida do Palmeiras acredita no trabalho do Roger", afirmou o jogador.

Enfim, titular. Devido ao desgaste do time nessa sequência de partidas, é provável que Roger poupe alguns jogadores, entre eles o meia Lucas Lima, o que significa nova oportunidade para Guerra começar jogando. Nas últimas sete chances que recebeu para mostrar serviço, o venezuelano saiu do banco de reservas.

"Não gosto de ficar no banco. Quero ter mais oportunidades, sequência, mas respeito a decisão da comissão técnica", comentou o jogador.

Após a entrevista coletiva, os jornalistas só puderam acompanhar o início do aquecimento dos atletas no treino desta tarde. O restante da atividade foi fechado à imprensa. 

Já classificado à próxima fase, o Palmeiras joga para buscar a melhor posição possível no chaveamento da fase do mata-mata e ter a vantagem de disputar sempre as segundas partidas dos confrontos em seu estádio. 

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