Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Guerrero diz que rivais topam pagar o que o Corinthians rejeita

Atacante peruano afirma que já poderia ter assinado algum pré-contrato, mas reitera que não quer ir para outro clube brasileiro

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2015 | 18h29

Depois de entrevistas polêmicas a uma rádio espanhola e a uma emissora de TV brasileira, Paolo Guerrero foi o assunto do dia no Corinthians. Para esclarecer o andamento da sua negociação para renovar contrato, o jogador peruano concedeu entrevista coletiva no fim da tarde desta quinta-feira, no Itaquerão, e disse que outros clubes brasileiros já apresentaram pré-contratos com os salários que o Corinthians rejeita lhe pagar.

"Eu já poderia ter assinado um pré-contrato. Já apareceram propostas, inclusive de clubes do Brasil, que me pagariam o que estou pedindo para o Corinthians. Mas eu não quero ir para outro clube aqui no Brasil", revelou o atacante, sem especificar quais seriam estes clubes.

Com contrato até o meio do ano, o jogador já poderia assinar um pré-contrato por qualquer outra equipe. Seus pedidos salariais, porém, estão acima do que o Corinthians quer pagar. Repetindo o que havia dito, mais cedo, à TV Bandeirantes, Guerrero argumentou que seu salário não está fora do que a diretoria aceitou pagar a outros jogadores.

"O que eu estou pedindo está dentro das possibilidades do Corinthians. Não estou pedindo nada de outro mundo. O Corinthians já fez investimentos grandes por outros jogadores que não deram certo", afirmou, citando, indiretamente, o seu ex-companheiro Alexandre Pato, hoje emprestado ao São Paulo.

De acordo com ele, caso não renove, seu destino será voltar ao futebol europeu. "Se eu não conseguir renovar com o Corinthians eu tenho de procurar um outro time e minha decisão seria ir para a Europa. Não quero jogar em outro time no Brasil que não seja o Corinthians."

Guerrero, entretanto, disse que da renovação contratual não depende sua vontade de defender o clube até o fim do contrato vigente. "Se não der certo a renovação, vou continuar jogando da mesma maneira até o último dia do meu contrato, dando a vida em campo e fazendo gols."

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