Ronald Wittek/EFE
Ronald Wittek/EFE

Guerrero promete Peru com 'faca nos dentes' e deixa futuro nas mãos do Flamengo

Já eliminada, equipe sul-americana encara a Austrália no seu último compromisso dentro da competição nesta terça-feira

Leandro Silveira,enviado especial/Sochi, O Estado de S.Paulo

25 Junho 2018 | 07h58

O jogo desta terça-feira entre Peru e Austrália, em Sochi, pela rodada final do Grupo C da Copa do Mundo, também marcará o início de um novo período de incertezas para Paolo Guerrero. O centroavante peruano, que joga na Rússia após conseguir um efeito suspensivo da sua punição por doping, só tem contrato com o Flamengo até 10 de agosto e desconversou nesta segunda-feira ao comentar sobre o seu futuro, afirmando que isso está "nas mãos" do clube carioca.

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Guerrero conseguiu participar da Copa graças a uma decisão do Tribunal Federal Suíço, que concedeu efeito suspensivo da decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), que havia lhe aplicado gancho de 14 meses. Ele pode seguir atuando até que a CAS apresente os argumentos para a sua decisão ao tribunal, que aí reavaliará o caso.

Com isso, Guerrero poderá voltar a atuar pelo Flamengo após a Copa do Mundo, pois o seu contrato ainda está em vigor. Mas as ações do clube carioca no mercado, o que inclui a negociação para se reforçar com o atacante colombiano Fernando Uribe, indicam que ele não deverá ter o seu vínculo ampliado.

Há dúvidas, inclusive, se ele defenderá novamente o time, embora tenha assegurado que se reapresentará ao Flamengo. "Tenho contrato até agosto e agora estou na seleção. Depois, tenho que retornar ao Brasil e me reintegrar ao Flamengo. Não sei o que vai acontecer, está nas mãos do Flamengo. Estou focado na partida contra a Austrália", afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira no Fisht Stadium, local do duelo de despedida do Peru na Copa.

 

Aos 34 anos, Guerrero disputa seu primeiro Mundial, sendo que o jogo com a Austrália pode ser o seu último em Copas. O atacante, porém, não descartou a chance de atuar no Mundial de 2022, no Catar, e prometeu seguir "lutando pela sua carreira", em uma referência ao caso de doping por benzoilecgonina, substância encontrada na cocaína e também em chás feitos da folha da coca.

"Eu posso seguir jogando depois da Copa e vou seguir lutando pela minha carreira. Não sei se será minha última partida, porque sinto que posso jogar e contribuir com muito. Amanhã (terça-feira) vamos dar a vida em campo", afirmou.

Guerrero ainda não marcou gols na Copa e admitiu que a inatividade pela sua suspensão inicial pode ter afetado o desempenho na Rússia. "Deixar de jogar por sete meses é complicado", afirmou, em uma resposta breve sobre o peso do período que ficou sem atuar no desempenho em campo.

O centroavante também reconheceu que os jogadores ficaram chateados com a eliminação da Copa, especialmente por considerarem que o Peru teve boas atuações nas derrotas por 1 a 0 para Dinamarca e França. Mas apontou isso como motivação para superar a Austrália.

"Vou ser sincero, o grupo sentiu a eliminação. Mas é lindo sentir isso, porque a próxima partida será como uma revanche. Vejo todos os meus companheiros com a faca entre os dentes para não sair de mãos vazias", comentou.

 

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