Guerrero vive maior jejum e Luciano vira opção de Mano

Peruano, que passa por um inferno astral, saberá nesta sexta-feira se sua lesão no joelho é grave

Diego Salgado e Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - O inferno astral de Paolo Guerrero, herói da conquista do Corinthians no Mundial, coincidiu com a ‘descoberta’ de Luciano, dez anos mais novo que o peruano e autor de dois gols na vitória por 3 a 0 contra o Comercial.

Guerrero foi substituído e deu lugar ao ex-jogador do Avaí porque sofreu uma lesão no joelho direito. Após uma pancada, ele deixou o campo aos 40 minutos do primeiro tempo. Hoje será divulgado o resultado de uma ressonância magnética. Se a contusão for grave, há risco de cirurgia. O tempo de recuperação é incerto.

“Nem quero pensar nisso”, disse o peruano, que passou a quinta-feira no CT fazendo tratamento no joelho, que ainda estava inchado. “(A lesão) Era a última coisa que me faltava.” Ele se referia incontáveis gols perdidos neste início de ano. O centroavante atravessa seu maior jejum de gols desde que chegou ao Corinthians, em 2012, logo após a conquista da Libertadores.

No total, são nove partidas sem marcar. No ano passado, Guerrero passou oito jogos em branco. Após fazer um dos gols da goleada por 4 a 0 sobre a Ponte, nas quartas de final do Paulistão, só voltou a marcar contra o São Paulo, na primeira partida da Recopa.

Neste ano, Guerrero entrou em campo 11 vezes e foi às redes apenas uma vez, contra o Paulista, na segunda rodada do Paulistão. Como comparação, nas primeiras 11 partidas de 2013, o atacante marcou sete gols.A escassez de gols e lesão somam-se a relação com a torcida. Guerrero foi um dos alvos dos torcedores uniformizados na invasão ao CT. Embora ele tenha dito que não foi agredido, ele terá de prestar depoimento à Polícia Civil.

Os torcedores que não são ligados à organizadas apoiam Guerrero. Nos dois últimos jogos quando ele perdeu gols que, em tese, atacantes não costumam perder, ele foi aplaudido, situação que se repetiu quando ao sair de campo de maca e carregado pelos médicos.“O Guerrero já estava bem nos vestiários depois do jogo. Ele até foi brincar com meu filho. Mas vamos torcer para que não seja nada grave”, afirmou o zagueiro Gil.

Enquanto Guerrero fazia tratamento no joelho, Luciano, de 20 anos, treinava com bola com os outros jogadores reservas. Ele disse que vai torcer pela recuperação do colega, mas que está pronto para jogar se Mano precisar dele.“Entrei no jogo confiante, driblei o zagueiro, dei um chute de chapa e corri para a galera”, disse. “Quando eu cheguei os jogadores me abraçaram, isso me ajudou bastante.”

Mano Menezes não garantiu que Luciano irá substituir Guerrero na partida contra o Linense, fora casa, na quarta-feira. Emerson Sheik, que voltou a treinar com bola, deve ser a primeira opção do treinador.

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