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Guia Copa América 2019: saiba como comprar ingressos para o torneio

Veja como o torcedor pode adquirir as entradas para a torneio que será realizado no Brasil

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2019 | 17h16

A Conmebol iniciou a venda do penúltimo lote de ingressos para a Copa América no último dia 25. Segundo a entidade, 230 mil ingressos para as 26 partidas do torneio. Para facilitar a vida do torcedor e esclarecer algumas dúvidas, o Estado montou um Guia com as principais perguntas e respostas sobre como comprar ingressos para a Copa América.

Quando inicia e onde comprar os ingressos da Copa América?

O novo lote começou a ser comercializado a partir das 12h do dia 25 de abril e a venda será exclusivamente pelo site oficial da competição: www.copamerica.com.

Quantos ingressos para a Copa América já foram vendidos? 

De acordo com a Conmebol, foram comercializados 350 mil ingressos e torcedores de 99 países diferentes já compraram entradas para o torneio. Os países que mais compraram bilhetes foram, na ordem: Brasil, Chile, Colômbia, Argentina, Peru e Uruguai. Países com pouca ou nenhuma tradição no futebol também marcam presença na lista, como por exemplo: Afeganistão, Chipre e Tanzânia. 

Os ingressos terão preços diferenciados de acordo com as fases do torneio?

Sim. Os confrontos da Primeira fase e a disputa pelo 3º Lugar terão as entradas mais baratas. A Final é o jogo mais caro. 

Quais são os preços? 

Todas as entradas terão a opção de se pagar meia (50% de desconto).

Veja os preços (em reais), na ordem, para as categorias 1, 2, 3, 4 e 5 (nas arenas de Corinthians e Grêmio)

  • Abertura - 500 / 360 / 260 / 160
  • 1ª Fase - 320 / 220 / 180 / 120 / 60
  • Quartas - 400 / 280 / 220 / 140 / 80
  • Semi - 600 / 400 / 300 / 200 / 100
  • 3º lugar - 320 / 220 / 180 / 120 / 60
  • Final - 800 / 500 / 400 / 260   

Quais as diferenças de categorias dos preços dos ingressos?

A Conmebol definiu que os estádios terão quatro categorias distintas de preço dos ingressos, de acordo com a visão do campo. A Arena Corinthians e a Arena Grêmio terão cinco categorias. 

 

Quantos ingressos posso comprar?

A Conmebol permite comprar até cinco ingressos por partida, com limite de sete jogos. Não será permitido comprar entradas para dois jogos diferentes no mesmo dia. 

Quem pode comprar meia-entrada

O benefício é permitido apenas para quem mora no Brasil e se enquadre em pelo menos uma das categorias: estudantes (Lei Federal 12.852 (Estatuto da Juventude) e 12.933/2013); jovens de 15 a 29 anos pertencentes a família de baixa renda e inscritos no cadastro único para Programas Sociais do Governo Federal - Cadúnico (Lei Federal 12.933/2013); portadores de necessidades especiais (Lei Federal 12.933/2013); adultos com idade igual ou superior a 60 anos (Lei Federal 10.741/2003) e jovens até 21 anos (Lei Estadual 3364/2000). 

Formas de pagamento

O único jeito de pagar os ingressos é por meio de cartões de crédito para quem mora no Brasil. Se a compra é com cartões do exterior, é preciso que esteja habilitado a opção de compras internacionais. 

Quais os horários dos jogos?

A abertura será às 21h30 e a final acontecerá às 17h, ambos os jogos no Maracanã. Os confrontos do final de semana serão às 16h ou 19h e durante a semana, as partidas serão às 18h30, às 20h e às 21h30. 

Quais são os grupos da Copa da América?

Grupo A: Bolívia, Brasil, Peru e Venezuela

Grupo B: Argentina, Colômbia, Paraguai e Catar

Grupo C: Chile, Equador, Japão e Uruguai

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Preço dos ingressos faz torcedor escolher jogos 'essenciais' na Copa América

Com entradas entre R$ 60 e R$ 890, torneio de seleções obriga torcedor a reduzir jogos que gostaria de ver

Ciro Campos, Gonçalo Junior e João Prata, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2019 | 06h00

O início da venda de ingressos da Copa América nas lojas físicas trouxe otimismo ao Comitê Organizador Local (COL). Até agora, segundo o próprio comitê, 450 mil bilhetes foram comercializados para torcedores de 106 países. Muita gente tem preferido procurar os centros de venda a superar o congestionamento das operações pela internet. A previsão é de alta nos próximos dias. 

Apesar do otimismo dos organizadores, não houve filas no primeiro dia de venda no Centro de Ingressos de São Paulo, no Memorial da América Latina, zona oeste de São Paulo. Vários guichês para compra e retirada faziam com que o atendimento fosse quase imediato. Desde quarta-feira, os cinco centros (Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) passaram também a funcionar como pontos para venda de ingressos, desde que haja disponibilidade de assentos. Paralelamente, o torcedor tem a opção de compra pelo site copaamerica.com. Os ingressos podem ser retirados pelos torcedores desde sexta-feira nos Centros de Ingressos. 

O COL promete realizar nas próximas semanas uma nova etapa de comercialização, com a remessa de um quarto lote de ingressos. Todas as 26 partidas terão novamente entradas à venda. No momento, somente dois jogos estão com a carga esgotada: a final e o jogo entre Brasil e Peru, em Itaquera. 

O empresário Jorge Pires Teodoro havia desistido de comprar os ingressos por duas razões. Os mais baratos acabavam instantaneamente na internet. Além disso, ele achou os mais nobres com valores “fora da realidade”. Agora, pretende procurar uma loja para tentar um bilhete com valor razoável e realizar o desejo do filho, Rafael Teodoro, que está iniciando a carreira como jogador e quer ver o torneio no Brasil. Isso mostra que a expectativa dos organizadores esbarra na preocupação dos torcedores com o preço dos ingressos, que varia de R$ 60 a R$ 890. 

Muitos fãs estão limitando o número de jogos que vão assistir de olho na conta final. Dificilmente a expectativa com a Copa América será parecida com o ambiente pré-Copa no Brasil. Antes de 2014, os ingressos se esgotavam rapidamente a cada lote colocado à venda, mesmo sem o torcedor saber quais equipes estariam em campo.

O engenheiro Marcelo Silvestre foi a duas edições da Copa América e viu todos os jogos do Brasil na Copa da Rússia. Na Copa América deste ano, ele decidiu gastar R$ 1.600 para acompanhar os dois jogos da seleção em São Paulo, a semifinal em Belo Horizonte e a finalíssima do torneio, no Maracanã. Ele queria mesmo assistir a todos os jogos da seleção, mas está preocupado com os gastos extras. Avalia que deve gastar R$ 4 mil com estadia, combustível, ingressos e alimentação. 

A estudante Milena Jó não vai conseguir ir à abertura do torneio, no Morumbi. “Pela proporção do evento, até dá para entender o preço dos ingressos, mas eles ficaram um pouco caros. Sou estudante e recebo pouco mais de um salário mínimo. Gostaria muito de ir à abertura, mas o preço do ingresso não contribuiu”, afirma. 

O advogado Tiago Achcar concorda que os bilhetes estão caros, mas mesmo assim vai a seis partidas. “Os ingressos, de uma maneira geral, são caros, tendo em vista a nossa realidade. Se compararmos com outros eventos internacionais, a Copa do Mundo foi mais cara. Mas a qualidade dos eventos não se compara.”

O estudante Marcus Jesus, que comprou bilhetes para a disputa de terceiro lugar e a fase de grupos, em São Paulo, avalia que os preços são justos para ver jogadores como Messi e Neymar. 

CINCO INGRESSOS POR TORCEDOR

Nos Centros de Ingressos, o torcedor tem direito de comprar cinco entradas por partida, para até sete jogos, que é a mesma limitação para quem escolhe adquirir no site copaamerica.com. Não é possível escolher os assentos, mas sim a categoria de preços. O sistema irá selecionar os melhores assentos disponíveis. O Comitê Organizador Local (COL) alerta que não haverá venda ou retirada de tíquetes nas bilheterias dos estádios.

Por enquanto, somente duas partidas estão com a carga de ingressos esgotada: a final da Copa América, que será disputada no dia 7 de julho, no estádio do Maracanã, e o jogo entre Brasil e Peru, na Arena Corinthians, no dia 22 de junho. 

Para retirar o ingresso, o torcedor deve levar impresso o voucher gerado no ato da compra, apresentar um documento de identificação com foto e o cartão de crédito usado na compra. O ingresso será entregue somente ao titular da compra. Caso ocorra algum impedimento, o titular pode dar uma procuração para que terceiros retirem o ingresso. É necessário ressaltar que, além da procuração, os demais documentos do titular do ingresso também serão exigidos.

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Tite minimiza pressão e quer bom desempenho da seleção na Copa América

Técnico prega necessidade de time jogar bonito e de dar alegria para a torcida durante a competição

Marcio Dolzan, Estadão Conteúdo

17 de maio de 2019 | 13h06

Pressionado desde a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo, o técnico Tite voltou a repetir nesta sexta-feira um mantra que carrega pelo menos desde que assumiu a seleção brasileira: a de que prefere bom desempenho a vitórias. O treinador minimizou a necessidade (implícita) de o Brasil conquistar a Copa América, competição que será realizada no País e que a seleção não vence há 12 anos.

"[Eu quero] Desempenho, sempre, sempre. Mesmo que eu tenha que incorrer em riscos", comentou Tite, logo após anunciar a lista de 23 convocados para a competição. "Resultado ,eu sei da importância, mas não tenho condições de controlar", continuou, repetindo uma frase que repete a cada convocação.

Para o treinador, mais importante do que vencer será apresentar um futebol vistoso. "Não vou fugir da responsabilidade. Tem que ser agradável, ter alegria, jogar bonito. Tem que ter solidez", afirmou Tite, para depois procurar afastar o peso da pressão em vencer a Copa América. "Eu me senti pressionado quando assumi o Guarany de Garibaldi no meu primeiro jogo. E vai continuar assim."

Tite insistiu que a meta, para ele, é o Brasil apresentar boa performance em campo. "Estou falando a verdade. Ela (seleção) está jogando no nosso País, há uma expectativa alta", pontuou. "Eu quero que a seleção faça seu melhor possível, que tenha desempenho. Quero que o Coutinho seja o melhor possível, o Neymar melhor possível, que ela seja competitiva."

O técnico disse ainda que a seleção brasileira vem tendo bom desempenho nos números, mas que nunca usou isso como defesa para eventuais críticas. "Nós temos 85% de aproveitamento. Quando falei isso? Eu entendo futebol dessa forma, não vou fazer de uma forma que não sei", disse Tite.

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Em retorno à seleção após críticas, Fernandinho ganha elogios de Tite

Volante não era convocado desde a Copa do Mundo da Rússia e volta gabaritado pelo título na Inglaterra

Marcio Dolzan, Estadão Conteúdo

17 de maio de 2019 | 12h46

Um dos jogadores mais criticados após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, no ano passado, o volante Fernandinho voltou a ser convocado para a seleção brasileira, nesta sexta-feira. O nome do jogador do Manchester City foi uma das surpresas da lista anunciada por Tite para a Copa América, já que Fernandinho não tinha sido mais convocado desde o Mundial - ele próprio havia pedido para ficar um tempo afastado.

Nesta sexta, Tite disse que conversou com o volante, além de enaltecer suas qualidades dentro e fora de campo. "Ele é um cara muito transparente. Sabe da expectativa, da sua responsabilidade, do seu futebol, da condição técnica que ele tem", comentou Tite, que ressaltou também o fato de o jogador estar voltando a defender o seu País. "Como é bom estar na seleção brasileira!".

O preparador físico da seleção, Fabio Mahseredjian, também enalteceu Fernandinho, que acabou de faturar o bicampeonato inglês com o Manchester City. "Ele tem uma liderança no dia a dia. Ele é uma liderança no seu clube também. São várias qualidades num atleta só", considerou.

Além de Fernandinho, Tite chamou Allan e Casemiro para o setor, deixando de fora nomes como Fabinho, do Liverpool, e Renato Augusto, do Beijing Guoan, que eram aventados. "O Fabinho está num grande momento. Foi muito difícil a escolha. Qualquer um dos três estaria bem escolhido. Não tem demérito", alegou o técnico. "O Renato tem uma integridade moral extraordinária, e eu tenho uma admiração grande por ele."

A Copa América será disputada no Brasil entre 14 de junho e 7 de julho. E a seleção entra como uma das favoritas ao título, principalmente em razão da pressão após a campanha abaixo do esperado no Mundial da Rússia.

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Tite evita falar sobre conduta de Neymar: 'Vou ter uma conversa com ele'

Treinador não quis comentar a agressão do jogador a um torcedor após a final da Copa da França

Marcio Dolzan, Estadão Conteúdo

17 de maio de 2019 | 12h30

Mais uma vez na lista dos 23 convocados para a Copa América, o atacante Neymar foi o jogador que mais despertou interesse dos jornalistas na entrevista coletiva que se seguiu ao anúncio da lista feita pelo técnico Tite, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. E foi, ao mesmo tempo, o que mereceu as respostas mais evasivas por parte do treinador.

Alegando "respeito e educação", Tite não quis comentar a agressão do jogador a um torcedor após a final da Copa da França. "Neymar errou, Neymar errou. Por educação, eu enquanto técnico da seleção, vou ter uma conversa com ele. Assim como conversei com Douglas Costa e assim como vou conversar com Paquetá, por uma questão de conjunto", disse Tite.

O técnico foi questionado quatro vezes sobre o atacante - todas elas a respeito da conduta de Neymar sem a bola nos pés, e não propriamente sobre o seu futebol. Mas, em todas elas, evitou dar uma resposta direta.

"Eu não vou ficar aqui aventando possibilidades. Eu não quero falar, eu não vou falar, porque eu quero falar com o Neymar antes", insistiu Tite. "Eu vou responder no momento oportuno."

Indagado se os critérios de convocação de Neymar foram diferentes aos aplicados a Douglas Costa no ano passado - ele ficou de fora de uma lista após ter desferido uma cusparada num jogador adversário -, Tite demonstrou certo desconforto. "Quando foi colocado Douglas Costa, eu falei que isso não se fala por telefone. Tem que ter cuidado", comentou. O treinador disse ainda que, à época, o jogador também vinha de lesão.

Por fim, questionado sobre outra atitude de Neymar, que reclamou publicamente de colegas do PSG após a derrota na final da Copa da França, Tite foi direto. "Te dou a oportunidade de fazer outra pergunta", esquivou-se o técnico da seleção.

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