Guilherme: inquérito ainda inconcluso

Dois meses e 13 dias depois do acidente envolvendo o jogador Guilherme de Cássio Alves, do Corinthians, em que morreram duas pessoas, em Marília (450 Km de São Paulo), o inquérito ainda não foi concluído. Nesta quarta-feira venceu o segundo prazo pedido pelo delegado Wilson Frazão, do 4º Distrito Policial e ele vai pedir prorrogação à Justiça. O delegado está em férias e só voltará na semana que vem, segundo informou o delegado-assistente Paulo Lara. "Esse caso está sob os cuidados do Dr. Frazão e só ele pode falar sobre o assunto", explicou Lara.Para encerrar o inquérito, o delegado Wilson Frazão ainda precisa ouvir o jogador, mas ele também espera o laudo toxicológico que até esta quarta-feira não foi enviado pelo IML da Capital. Falta também um carta precatória com o depoimento de uma das quatro mulheres que estavam dentro do BMW dirigido pelo jogador do Corinthians e que está morando em Sorocaba. As outras três mulheres prestaram depoimento em Marília e confirmaram que Guilherme e os amigos, Fabiano Travain Pardo, Júlio Cesar Zílio e Henrique Gilioli, que também estavam no carro, tinham ingerido bebida alcoólica.Fabiano Pardo, que prestou depoimento na semana retrasada, negou o consumo de bebida alcoólica, mas poderá ser desmentido pelo resultado do exame toxicológico a que foi submetido no dia do acidente. Foi ele quem fez o exame após ter admitido pilotar o veículo, só para proteger Guilherme. Por causa das festas de fim de ano, o caso deve ter uma solução apenas em janeiro. O jogador do Corinthians não voltou a Marília depois do acidente de 5 de outubro e ninguém confirma se ele virá passar as festas com a família.

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