Carl de Souza/AFP
Carl de Souza/AFP

Guiné Equatorial vira na prorrogação, tira Tunísia e vai à semifinal

Anfitriões perdiam até os 48 minutos do segundo tempo, quando empataram por 1 a 1. No tempo extra, Javier Balboa crava vitória

Estadão Conteúdo

31 de janeiro de 2015 | 20h17

Dona da casa na Copa Africana de Nações, Guiné Equatorial conseguiu uma virada histórica neste sábado para chegar à semifinal do torneio pela primeira vez. Jogando em Bata, ia perdendo para a Tunísia até os 48 minutos do segundo tempo, quando empatou em 1 a 1, de pênalti. Na prorrogação, Javier Balboa, ex-Real Madrid, fez o segundo dele no jogo e garantiu a vitória por 2 a 1.

Guiné Equatorial só joga a Copa Africana porque Marrocos desistiu de sediar a competição no fim do ano passado, temendo os efeitos do vírus Ebola. Sede do torneio de 2012, Guiné ofereceu seus estádios e acabou ganhando o direito de jogar a Copa Africana.

Se até dois anos atrás o time local era formado praticamente apenas por jogadores brasileiros que se naturalizaram mesmo sem nenhum vínculo com o país africano (o meia André Neles, ex-Palmeiras, era um caso clássico), agora a equipe é quase toda espanhola.

Autor dos dois gols de Guiné no jogo, Javier Balboa chegou a jogar com Robinho, Roberto Carlos e Ronaldo no Real Madrid, quando ainda era considerado espanhol. Só em 2010 ele passou a defender a seleção africana e hoje é o craque do time.

Na semifinal, Guiné Equatorial vai jogar contra quem passar do confronto entre Gana e Guiné. Do outro lado da chave já está a República Democrática do Congo, ex-Zaire. O quarto time sai do duelo entre Costa do Marfim e Argélia.

CLÁSSICO DE XARÁS

No outro jogo do dia pelas quartas de final, a República Democrática do Congo conseguiu uma vitória histórica sobre o Congo, seu vizinho, em Bata. Doré, aos 10 do segundo tempo, sozinho atrás da zaga, e Bifouma, aos 17, no rebote do lendário goleiro Kidiaba, colocaram o Congo na frente.

A virada começou aos 20, com Mbokani empurrando para o gol vazio. Bokila empatou em chute forte e Kimwaki, a nove minutos do fim, de cabeça, virou o jogo para o antigo Zaire. No finalzinho, aos 45, Mbokani ainda fez mais um gol para fechar a contagem. Kidiaba, como de costume, repetiu a dancinha que ficou famosa após a vitória do Mazembe sobre o Inter, no Mundial de Clubes de 2010.

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