Guiné rejeita sugestão da Fifa para fazer Copa Africana de 2023 em junho

O ministro dos Esportes de Guiné, Domani Dore, rejeitou nesta terça-feira a ideia da Fifa de alterar a data da Copa Africana de Nações de 2023, fazendo com que o torneio seja realizado em junho, como uma forma de acomodar o calendário em razão da Copa do Mundo de 2022 no Catar.

Estadão Conteúdo

03 Março 2015 | 16h21

Dore disse que não há chance de a Copa Africana ser jogada nesse período no país do Oeste da África por causa das condições climáticas. Assim, ele entrou em contradição com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que disse na semana passada que a Confederação Africana de Futebol (CAF) concordava em adiar o seu torneio, que costuma ser realizado em janeiro e fevereiro, para que a disputa não aconteça tão próxima da Copa do Mundo de 2022, que deve ter sua data alterada para novembro e dezembro.

O ministro dos Esportes de Guiné também disse que a CAF não informou sobre qualquer mudança na data da Copa Africana. "Não há dúvida sobre organizar a CAN 2023 (Copa Africana de Nações) em Guiné em junho", disse Dore. "É a estação das chuvas. Chove muito e você não pode jogar. A CAF não pode adiar isso sem falar com as autoridades guineenses".

Valcke disse que a CAF deveria realizar essa mudança para que os clubes não percam seus jogadores apenas algumas semanas depois da Copa do Mundo, dessa vez para a Copa Africana. A confederação então disse que acataria a sugestão, sem revelar uma nova data para o torneio. Agora, porém, a posição de Guiné deve atrapalhar os planos da Fifa.

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