Gustavo Nery vira símbolo de garra

Gustavo Nery já foi tachado de ?laranja podre? pelo técnico Nelsinho Baptista em 2001, acusado de desagregar o grupo. Viu seu nome incluído em várias listas de dispensa ao longo dos últimos anos. Mas só agora, meses antes de deixar o São Paulo para defender o Werder Bremen, da Alemanha, está tendo a chance de ouvir seu nome ser gritado pela torcida.O lateral foi o herói da vitória de quinta-feira sobre o Atlético-PR por 1 a 0, ao marcar o gol a dois minutos do final quando a equipe estava com dois jogadores a menos que o adversário. E quer mais no segundo jogo do Brasileiro, amanhã, contra o Criciúma. Ele pretende deixar uma imagem positiva, aproveitar a boa fase para provar que em muitos momentos de sua passagem pelo clube, não foi valorizado como deveria."Só posso prometer que darei o máximo até o dia 27 de julho, quando vou viajar para atuar na Alemanha. E garantir que tanto eu quanto o grupo iremos nos esforçar ao máximo para evitar que uma atuação tão ruim quanto a de quinta-feira, especialmente no primeiro tempo, se repita."Mesmo vivendo o seu dia de ídolo, Nery procurou fugir da badalação e esquecer a partida contra o Atlético. Respaldado pela força da torcida, foi enfático ao avaliar o comportamento do grupo. "Não dá para entrar em campo sem o espírito vencedor. Ganhamos com dois jogadores a menos, mas não é sempre que isso vai ocorrer. Tomara que essa garra seja mantida não apenas neste Brasileiro como também na Libertadores da América."Embora não tenha perfil de líder como o goleiro Rogério Ceni, Nery já se sente à vontade para falar dos problemas do time. Por isso, mesmo consciente das poucas opções que o técnico Cuca dispõe neste momento para escalar a equipe, lembrou que jogador que defende o São Paulo tem que saber o peso de sua responsabilidade."Claro que o elenco não é dos maiores. Mas com tudo isso quem entra em campo tem que resolver. A lembrança do ano passado não pode ser esquecida. Começamos muito bem o Brasileiro, mas relaxamos e o título ficou distante. Time grande não pode vacilar, é obrigado a manter a regularidade."

Agencia Estado,

24 de abril de 2004 | 08h58

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