Laszlo Balogh
Laszlo Balogh

Há 10 anos morria Puskás, ídolo do Real Madrid e do futebol húngaro

Dono de verdadeiras pinturas, o ex-jogador faleceu em consequência de um mal de Alzheimer

O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2016 | 08h00

Há exatos 10 anos morria Ferenc Puskás, maior ídolo do futebol húngaro e que ficou notabilizado por sua grande passagem pelo Real Madrid, da Espanha. Dono de verdadeiras pinturas, o ex-atacante serviu de inspiração para a criação do Prêmio Puskás, que homenageia o autor do gol mais bonito do ano.

Nascido no dia 2 de abril de 1927, faleceu aos 79 anos, em consequência do mal de Alzheimer de que sofreu por seis anos, além de problemas cardiovasculares e respiratórios.

Aos 10 anos, começou a jogar nas categorias de base do Kispest, clube onde era gandula, em Budapeste. Sua estreia profissional aconteceu seis temporadas mais tarde, pela mesma equipe, que passou a se chamar Honved e se tornou o time do Exército húngaro. Desta maneira, o ex-jogador virou tenente-coronel e conquistou cinco títulos nacionais (1950, 1952, 1954, 1955 e 1956).

Conhecido como "Major Galopante", Puskás ainda é um dos maiores artilheiros do futebol mundial, com 766 gols anotados. Destes, 83 foram pela seleção, por quem atuou em 84 oportunidades e obteve a façanha de se tornar campeão dos Jogos Olímpicos de Helsinque (Finlândia), em 1952. A invasão soviética da Hungria em 1956, contudo, o levou ao exílio, deixando uma marca de 349 partidas e 358 gols pelo Campeonato Húngaro.

Puskás não possuía a forma física considerada ideal para jogadores. Ainda assim, seu talento era muito superior aos demais. O suficiente para fazê-lo chegar ao Real Madrid, em 1958. No time espanhol permaneceu por oito temporadas e conquistou três Ligas dos Campeões da Europa, além de cinco Campeonatos Espanhóis. Foram 154 gols em 180 jogos pela competição local.

Entre tantos números e conquistas, porém, o ex-atacante ficou no quase quando o assunto foi Copa do Mundo. Em 1954, na edição que aconteceu na Suíça, a favorita Hungria acabou derrotada na grande decisão para a Alemanha Ocidental, por 3 a 2. Naturalizado espanhol, disputou a Copa no Chile, em 1962, mas também não obteve êxito.

Cinco anos mais tarde, resolveu deixar os gramados e se tornou treinador. Na função, comandou equipes como Real Murcia (Espanha), San Francisco (Estados Unidos), Panathinaikos (Grécia) e Cerro Porteño (Paraguai), além da própria Hungria.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.