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Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Há 40 jogos sem parar no São Paulo, Marcos Guilherme fala de cansaço e motivação

Atacante tricolor credita boa sequência ao amadurecimento depois de passar por momentos ruins na carreira

Entrevista com

Marcos Guilherme, atacante do São Paulo

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2018 | 07h00

O atacante Marcos Guilherme estreou em julho do ano passado pelo São Paulo e, de lá para cá, esteve em todas as partidas do time. São 40 jogos. Mais três e ele estará no Top 5 dos jogadores com maior sequência a partir da estreia na história do clube tricolor. Ao Estado, ele fala sobre a preparação para minimizar o inevitável cansaço e afirma que a boa sequência na equipe paulista tem a ver com as dificuldades que teve no Atlético-PR e na Croácia.

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O jogador ainda comentou o momento do time. Disse que a confiança é total do elenco na chegada de Diego Aguirre e afirmou que a pressão do início de temporada faz parecer que o São Paulo já jogou um ano todo, e não só três meses. "Uma ou outra exibição ruim faz parecer que tudo está perdido, mas não é bem assim. Mas sabemos que a pressão é grande e só um título pode mudar isso."

A sequência de jogos já te coloca em destaque na história do clube. O que isso representa?

Representa muito. Esse é meu clube do coração e estou muito feliz aqui. Cheguei mais maduro ao São Paulo. Cresci com algumas dificuldades. Depois de duas ótimas temporadas no Atlético-PR, acabei caindo de rendimento e isso me afetou, porque via a torcida incomodada. Na Croácia também tive dificuldades. Mas isso me fez amadurecer e foi importante para chegar bem no Morumbi.

E seu rendimento no São Paulo? Como minimizar o cansaço?

O cansaço é inevitável, principalmente neste ano depois de 12 dias de pré-temporada. Senti o cansaço e em alguns momentos percebi queda no rendimento. Meu jogo é muito físico, então procuro descansar sempre que posso, dormir e me alimentar bem, aproveitar a estrutura que o clube oferece e estar sempre no máximo nos treinos.

Você é bastante autocrítico. Como é isso?

Sou bastante. Sei quando vou mal e não tenho problema nenhum em admitir isso. Quando você sabe onde erra, tem de vir no próximo dia disposto a melhorar. Só assim para evoluir. Então, procuro sempre assistir os jogos, ver meus lances e estudar bem aquilo que preciso melhorar.

Houve oscilações neste início do ano no time. Como deixar o torcedor tranquilo?

Estamos em março, mas a pressão faz parecer que já jogamos uma temporada inteira. Uma ou outra exibição ruim faz parecer que tudo está perdido, mas não é bem assim. Sabemos que a pressão é grande e só um título pode mudar isso. O clima pesa, mas tentamos nos blindar de tudo isso e estarmos concentrados para não entrar nesta onda. Não é normal o São Paulo ficar esse tempo todo sem título. Também estamos impacientes. E vamos dar nosso máximo.

O São Paulo não ganhou nenhum clássico até agora...

Ninguém gosta de perder, ainda mais clássicos. Temos que levantar a cabeça e não levar este tipo de peso para os próximos jogos. Não podemos errar e colocar isso em mente para vencer. São muitas decisões daqui para frente e temos de estar atentos e concentrados.

Qual sua leitura da reação do elenco quanto à mudança de técnico?

Troca de treinador sempre é uma questão complicada. Já estávamos acostumados a um jeito de jogar. Tínhamos um carinho muito grande pelo Dorival Junior, mas temos consciência de que essas trocas são normais. As perspectivas mudam, alguns ganham novas oportunidades e a competitividade no grupo aumenta. Estamos mudando para melhor. Conhecemos o trabalho do Diego Aguirre e as referências dele são as melhores. O elenco tem total confiança.

O Aguirre vem fazendo testes. Depois de ter se firmado como titular com Dorival, como vê a disputa por vaga?

Mesmo jogando eu continuava me sentindo disputando vaga no time. Não dá para dar mole em time grande. No São Paulo não tem vaga cativa. Tenho que me garantir nos treinos e nos jogos. Vou disputar posição.

Como foi sua adaptação para estar na cidade de São Paulo?

Foi tranquila. Não sou de sair muito, moro perto do CT e não preciso me deslocar muito. Até tem um shopping perto da minha casa. Não tive problemas. Quem vê de fora, pela TV, vê muito trânsito e violência, e aí ficamos com uma impressão meio complicada. Mas aqui é outra coisa. Gostei muito da cidade também, pelas opções para sair com a família, gosto muito mesmo. E minha família também se adaptou muito bem.

Maiores sequências de estreia na história do São Paulo:

1º – Friedenreich – 71 jogos (1930 a 1932)

2º – Luizinho – 65 jogos (1930 a 1932)

3º – Clodô – 62 jogos (1930 a 1932)

4º – Siriri – 50 jogos (1930/31)

5º – Benê – 43 jogos (1961)

6º - Marcos Guilherme - 40 (desde 2017)

6º – Felipelli – 40 jogos (1936/37)

8º – Waldemar de Brito – 39 jogos (1933/34)

9º – Lourival – 38 jogos (1967) 

10º – Babá – 36 jogos (1966)

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