Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Há dois anos no Palmeiras, Borja vê média de gols cair pela metade

Atacante colombiano volta a conviver com críticas e não consegue repetir nível de 2016

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2019 | 04h30

O atacante colombiano Miguel Borja está perto de completar dois anos no Palmeiras, mas ainda não conseguiu conquistar a confiança do público. Criticado por parte da torcida no domingo, no empate sem gols com a Ferroviária, pelo Campeonato Paulista, o jogador tem até agora pelo clube uma média de gols por jogo inferior à obtida na melhor temporada da carreira.

Borja tem pelo Palmeiras a média de 0,34 gols por jogo, cerca de metade do rendimento conquistado na melhor fase da carreira, em 2016. Naquele ano, com as camisas do Cortuluá e do Nacional, o atacante obteve a média de 0,75 gols por partida, foi campeão da Copa Libertadores e ganhou o prêmio de "Rei da América", ofertado pelo jornal uruguaio El País.

Após marcar dois gols nos dois primeiros jogos que fez em 2019, o colombiano enfrenta críticas e ganhou a defesa do técnico Luiz Felipe Scolari no último domingo. "Jogadores de alta performance, como os que atuam no futebol brasileiro nesse nível, devem saber suportar situações em que não estejam jogando maravilhosamente bem", afirma Felipão.

O atual técnico alviverde, inclusive, é um dos grandes defensores de Borja. Com Deyverson suspenso e Arthur Cabral fora da inscrição do Campeonato Paulista, o colombiano é a principal aposta do ataque da equipe. Mesmo com o momento instável no Palmeiras, recentemente o camisa 9 recebeu sondagens do futebol chinês e foi procurado para uma conversa em São Paulo pelo novo técnico da seleção da Colômbia, Carlos Queiroz.

O jogador custou cerca de R$ 33 milhões e sempre recebeu atenção dos técnicos do Palmeiras. No ano da sua chegada, em 2017, Eduardo Baptista deu oportunidades para Borja no time. Logo depois, Cuca chegou e entendeu que o jogador se sentia muito pressionado para corresponder com gols o investimento realizado na sua contratação.

Apesar disso, Cuca preferiu apostar em Deyverson e só depois da troca no comando é que Borja teve mais chances. O interino Alberto Valentim ajudou o colombiano a evoluir no fim de 2017 e na sequência, no começo do ano passado, Roger Machado viu o atacante viver a sua melhor fase o clube. No começo de 2018 o jogador foi até mesmo o artilheiro do Campeonato Paulista.

 

 

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