Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Há seis meses sem jogar, meia Guerra encara impasse no Palmeiras

Venezuelano se aproxima de entrar em período que lhe permite sair do clube sem custos

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2019 | 04h30

O meia venezuelano Alejandro Guerra vive uma situação indefinida neste momento no Palmeiras. Sem atuar pelo time desde dezembro do ano passado, o jogador chegou a ter propostas para deixar o clube nos últimos meses, mas continua à disposição do técnico Luiz Felipe Scolari. A partir do próximo mês ele já pode assinar pré-contrato com outro time e sair sem custos.

Guerra chegou ao Palmeiras no começo de 2017, ao assinar contrato válido até dezembro deste ano. O venezuelano chegou com o status de craque da Copa Libertadores do ano anterior, quando foi destaque e campeão pelo Atlético Nacional, e custou cerca de R$ 11 milhões. O valor foi garantido pelo aporte da patrocinadora do clube, a Crefisa.

O venezuelano teve a sequência no Palmeiras atrapalhada por lesões em problemas físicos. Em 2017, foram 38 jogos e sete gols, a maioria deles pelo Campeonato Brasileiro. No ano passado, o meia foi menos acionado, ao entrar em campo 24 vezes. A última delas foi na rodada de encerramento do Campeonato Brasileiro, quando o camisa 18 deu um passe para Bruno Henrique definiu os 3 a 2 sobre o Vitória.

Depois disso, Guerra não entrou mais em campo. O jogador não foi inscrito pelo clube no Campeonato Paulista, mas teve chance de ser relacionado para algumas partidas do time. Ainda assim, ele não entrou em campo um minuto sequer. Além dele, das opções do elenco palmeirense, quem também não jogou nesta temporada foi o lateral-direito Fabiano.

O clube recebeu nos últimos meses consultas por Guerra vindas de clubes como Cerro Porteño e Junior Barranquilla. As propostas não avançaram por falta de acordo financeiro. O venezuelano recebe um salário alto, pois acertou a transferência ao Palmeiras com o status de possível titular, apesar de agora viver uma situação diferente, com pouco espaço no elenco e forte concorrência entre os meias.

Apesar de Guerra estar perto de entrar em uma fase de fim de contrato, ainda não há movimentação no Palmeiras. O clube agiu com paciência para renovar em casos semelhantes, como foi no ano passado com Fernando Prass, Jailson e Edu Dracena. Os três apenas assinaram os novos acordos nas últimas semanas. A diretoria tem a posição de confiar que terá a preferência para renovar e não será surpreendida pela assinatura de um pré-contrato do jogador com outra equipe.

O Palmeiras tem interesse em uma possível renovação pela necessidade de devolver o valor da contratação para a Crefisa. Como as duas partes assinaram um aditivo contratual em 2018, o aporte realizado pela patrocinadora nas contratações terá de ser devolvido com correção em até dois anos depois que o jogador deixar o clube. Em uma possível saída sem custos, o clube teria de buscar outros recursos para quitar a dívida.

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