Havelange: sem polêmica por suposta armação da Copa de 94

Ex-presidente da Fifa está na França e não quer falar do suposto arranjo para beneficiar o Brasil no Mundial

Bruno Lousada, O Estado de S. Paulo

16 de maio de 2008 | 17h52

O ex-presidente da Fifa João Havelange não vai se pronunciar sobre a acusação do ex-presidente da Uefa, o sueco Lennart Johansson, de que teria trabalhado a favor do Brasil no jogo em que a seleção venceu a Suécia por 1 a 0, pela fase semifinal do Mundial de 1994. "Havelange está em seu apartamento, em Paris, e não vai entrar em polêmica", disse, no Rio, uma das pessoas mais próximas do dirigente brasileiro, pedindo que seu nome não fosse revelado. De acordo com Johansson, Havelange, então presidente da Fifa, teria feito pressão para mudar ilegalmente – e em cima da hora – o árbitro que apitou a partida. Disse ainda que o juiz escolhido foi trocado no último segundo por um sul-americano, o colombiano José Joaquim Torres, o JJ Torres. Este expulsou o volante sueco Jonas Thern após falta em Dunga aos 17 minutos do segundo tempo. Com um a mais em campo, o Brasil chegou à vitória com um gol de cabeça de Romário e assegurou vaga na final contra a Itália. Johansson, de 78 anos, atribuiu a derrota da Suécia a esse suposto erro da arbitragem. "Ele (Havelange) não está interessado em fazer sua defesa. As coisas surgem e desaparecem rapidamente. A norma dele é nunca responder a acusações que não têm fundamento. Havelange não vai processar Johansson", disse a fonte ouvida pelo Estado. Na tarde desta sexta-feira, o escritório de João Havelange, no centro do Rio, estava funcionando normalmente. A secretária do ex-presidente da Fifa não soube informar quando ele retornará da Europa. Johansson e Havelange são adversários políticos há vários anos. O sueco sempre criticou a administração do brasileiro, que presidiu de 1974 a 98 a entidade máxima do futebol mundial.  

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