Georgi Licovski/EPA/EFE
Georgi Licovski/EPA/EFE

Hector Cúper não garante continuidade no Egito: 'Não depende de mim'

Seleção africana depende de vitória da Arábia Saudita sobre o Uruguai para chegar à ultima rodada com chance de classificação

Estadão Conteúdo

19 Junho 2018 | 19h51

A derrota da seleção do Egito para os anfitriões russos por 3 a 1 nesta terça-feira, em São Petersburgo, no jogo de abertura da segunda rodada do Grupo A, deixou a equipe africana distante da classificação à próxima fase e trouxe dúvidas em relação ao futuro do técnico Hector Cúper. O argentino não garantiu a permanência no cargo e disse que a decisão não é somente dele.

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"Manter o cargo não depende só de mim. Se não estão contente com o que fizemos, serei o primeiro a sair, não tenho dúvida. Temos uma partida ainda, temos que esperar até o último momento. As possibilidades são mínimas", afirmou o técnico que levou o Egito de volta à disputa de um Mundial após 28 anos.

Apesar da derrota para os russos, o comandante argentino elogiou a atuação dos seus jogadores, especialmente no primeiro tempo. Ele avaliou que as oportunidades desperdiçadas custaram caro à equipe e também atribuiu a derrota à falta de sorte.

"Creio que a equipe foi bem defensivamente. Cometemos alguns erros, evidentemente. Mas controlamos o jogo aéreo, sobretudo no primeiro tempo. Estou contente com o que fizemos. Faltou aproveitar as situações de gol", lamentou o treinador. "Tivemos 10 minutos ruins, fizemos um grande primeiro tempo. Em uma partida que dura mais de 90 minutos, tivemos entre 10 e 15 minutos fatais. Em algumas situações vai haver essa falta de sorte, a bola não vai entrar, faltou aproveitar situações de gol", completou.

 

Recuperado de lesão no ombro, Salah, que foi preservado na estreia contra o Uruguai, esteve em campo durante todo o jogo e marcou de pênalti o único gol egípcio na partida. O treinador lembrou da importância do atacante do Liverpool, lamentou a ausência dele em boa parte dos treinos preparatórios, mas preferiu valorizar a equipe.

"Todos sabemos o que representa Salah para a seleção. É importante, referência. Todos desejamos que nada tivesse acontecido, mas aconteceu. O que lamentamos é que ele não pôde estar na preparação", declarou. "Muito difícil saber o que teria acontecido se ele jogasse contra o Uruguai. Sempre por trás de um grande jogador, há uma equipe. E tivemos essa equipe", acrescentou Hector Cúper.

Para chegar à rodada final da primeira fase com chances de se classificar, o Egito depende de algo improvável: uma vitória da Arábia Saudita sobre o Uruguai, nesta quarta-feira, em Rostov. Se isso não acontecer, a expectativa sobre a seleção egípcia fica em torno da presença do goleiro Essam El-Hadary no jogo final contra os árabes. Se entrar em campo, o atleta de 45 anos se tornará o jogador mais velho a disputar uma Copa do Mundo.

"Vamos terminar o Mundial da melhor maneira. Todos querem jogar, têm uma expectativa, interesse, motivação. Não sei se essa decisão é só minha. Sempre disse que a seleção está acima de qualquer jogador", limitou-se a dizer o técnico.

 

 

 

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