Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Henrique, do Palmeiras, trocaria artilharia por permanência na Série A

Goleador da competição com 14 gols minimiza euforia pela disputa individual e mostra preocupação com risco de rebaixamento do time

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2014 | 16h28

O artilheiro do Brasileirão com 14 gols, Henrique, do Palmeiras, disse nesta segunda-feira que trocaria o posto de goleador da competição pela permanência da equipe na Série A. Mesmo com a boa fase, o jogador afirmou ainda não ter certeza de que o clube vai renovar o seu contrato, que termina em dezembro.

"É claro que ser artilheiro representa muito para um atacante. Mas isso não é o primeiro objetivo. A prioridade é manter o Palmeiras na elite", disse. Com o gol marcado no clássico com o Santos, no último domingo, Henrique desempatou na artilharia com Marcelo Moreno do Cruzeiro e se encaminha para fazer história no Palmeiras. Nunca o clube teve um jogador como o artilheiro do Brasileirão.

A expectativa, porém, parece não afetar o atacante. Henrique disse que prefere deixar a artilharia vir naturalmente, mas admitiu torcer para que na próxima quarta, no confronto com o Cruzeiro, seu concorrente não marque gols. "A artilharia é uma disputa à parte, mas se tiver de ganhar por 1 a 0 com o gol de outro companheiro, também vou ficar contente. Logicamente espero que ele não saia tão feliz do jogo", comentou.

A derrota por 3 a 1 para o Santos fez o Palmeiras perder duas posições na tabela e se manter quatro pontos acima da zona de rebaixamento. A situação de risco pode piorar porque o time depois de enfrentar o líder Cruzeiro, no Mineirão, tem outro jogo difícil na tabela, contra o rival Corinthians, sábado, no Pacaembu. 

Faltam nove rodadas para o fim do Brasileirão e apesar do Palmeiras depender dos gols de Henrique, o atacante prefere não pensar que já tem a renovação de contrato garantida. "Tenho que continuar provando dia a dia que tenho de permanecer no clube. Prefiro me concentrar e deixar que o meu empresário cuide das negociações", afirmou.

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